A Globo nunca vai cair

Diante do caso BBB12, milhares de manifestações se espalharam especialmente a partir da internet. Muita comoção, polícia, debates em redes sociais, rodas de botecos e opiniões das mais variadas. A Rede Globo e seus patrocinadores do Big Brother Brasil 12, nada disseram de oficial e simplesmente tratam o ocorrido como nada. As pessoas, indignadas, querem que alguma providência seja tomada. A verdade? Nada vai acontecer! » Read more

A mensagem subliminar do CQC ou "O CQC é satânico?"

A equipe do CQC (Custe o Que Custar), programa de TV da Band, retomou suas atividades em março/2011 para a terceira temporada e foi com polêmica quanto ao visual do estúdio e suas imagens de transição subliminares. O que causa estranheza é o fato de o programa e seus integrantes, simplesmente fingirem que nada está acontecendo, o que provoca ainda mais espanto. O que, no início, poderia parecer uma brincadeira, está tomando ares de “manipulação”. O próprio Marcelo Tas, esquivou-se de responder o que são as imagens que aparecem.


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Filme da Bruna Surfistinha e a total inversão de valores

bruna-surfistinha-foto Num país de misérias e sérios problemas de desigualdade social, encontrar histórias de sofrimento e exploração é quase lugar comum. Mas o  mais incrível é nossa capacidade (da mídia especialmente) em inverter valores e transformar vilões em heróis. Agora temos a história de uma ex-prostituta de luxo, para ser contada nos cinemas e merecendo até reportagem no Fantástico da Rede Globo.

Quem não viu, no domingo dia 15 de novembro (2009), o Fantástico noticiou a gravação do filme que vai contar a “bela” história da Raquel Pacheco – conhecida como Bruna Surfistinha – que também foi dependente química.

Resumindo: fugiu de casa aos 17 anos, prostituiu-se nas ruas até virar garota de programa de luxo; casou-se, por fim, com um advogado rico, mora num apartamento de luxo; escreveu um livro sobre suas aventuras sexuais – que antes havia publicado em seu blog.

Para ver a reportagem com o vídeo: Déborah Secco interpreta Bruna Surfistinha no cinema.

Todos temos o direito de seguir o caminho que queremos, mas contar uma história da vida de uma garota que viveu tudo errado, como um conto de fadas moderno, isso não me parece uma boa coisa.

Não vi o filme e não conheço o roteiro, mas posso adivinhar. Vão dizer que ela sofria em casa e resolveu fugir. Na vida dura das ruas acabou sendo levada à prostituir-se (contra sua vontade #ironia) e vai nos parecer alguém sofrido para termos dó – quase como “Dois filhos de Francisco” #maisironia – e vamos acreditar que tudo o que ela sofreu vai nos dar uma lição de como a vida pode ser injusta.

Dia a atriz, Débora Secco, sobre sua personagem:

“A Bruna é um personagem muito rico, porque tudo o que ela é por fora é diferente do que ela é por dentro.”

Em outras palavras: se ele é uma coisa por fora e outra por dentro, então a Débora está interpretando uma pessoa falsa, uma mentira. É esse o tipo de história que vão contar?

Como as adolescentes de hoje interpretarão a história: [modo adolescente ligado] Ah! Então ela sofreu alguns anos, mas depois transava só com caras ricos e bonitos. Vendia seu corpo, como qualquer mulher faz hoje na TV (vide as mulheres frutas do funk). Por fim achou um homem rico, advogado, que quis casar com ela e tirá-la dessa vida (isso já foi contado no “Uma linda mulher” e todas querem o mesmo). Ok! Vou fazer o mesmo [modo adolescente desligado].

Não estou defendendo uma sociedade puritana, aos moldes de uma revolução cristã (ou teocrática de burcas), mas um mínimo de consciência temos que ter. Mas de que adiante ser contra? O que vale mesmo é saber que um filme desse vai render bilheteria, vender milhões. E o que vale mesmo é ganhar dinheiro.

Obs.: Gosto de mulher, mas não que seja vulgarizada e prostituída.

Protestos no Irã, Fora Sarney e as Redes Sociais [Twitter: #forasarney #iranelection]

Você não precisa entender sobre redes da internet, nem participar efetivamente delas para perceber a capacidade de mobilização que a rede mundial de computadores tem hoje. Seja para organizar grupos de amigos ou para trocar informações, hoje essa mídia tem até o poder de promover revoluções e mobilizar pessoas ao redor do mundo. Basta ver o caso das notícias sobre a Eleição no Irã ou os protestos pelo Brasil contra o Senador Sarney.

Se alguns privilegiam “atos secretos” e outros não dão crédito para a opinião pública (isso não é coisa apenas de deputado brasileiro), pensando que ditaduras e autoritarismo ainda são opção para modelo de governo, o grande público já tem mostrado que qualquer coisa é motivo para debates, mobilizações e enfrentamento.

twitter-icone Para aqueles que não estão familiarizados com o Twitter (como usar o twitter), uma rede-social destinada quase que exclusivamente para a troca rápida de informação e em tempo real e direto entre as pessoas (sem intermediários, editores ou modelos pré-definidos, padrões ou interesses), é com poucos caracteres, apenas 140 para formar um texto, que as pessoas dividem o conhecimento.

Para certos debates e assuntos, convencionou-se o uso de palavras-chave denominadas tecnicamente de “hashtags”, que são nada menos que palavras acrescidas do símbolo de sustenido “#”.

As Hashtags em maior evidência no momento são #iranelection e #forasarney.

Sobre o Irã, quem acompanha as redes de notícias convencionais, TV e jornais impressos, percebeu que poucas são as imagens dos conflitos e pouco se vê um jornalista falar do local sobre o que estão vendo lá. Isso se deve ao fato de que nenhum jornalista estrangeiro tem permissão para sair às ruas daquele país. O que vemos é o relato e imagens enviados pela população usando mensagens de celular (SMS), e-mails, blogs e redes-sociais como o Twitter ou o YouTube para divulgar o que estão vivendo. O que a mídia tem feito é apenas apurar os fatos.

Como aqui no Brasil somos livres (ou deveríamos ser) para tratar de política, a grande mobilização contra o Senador e ex-presidente da república José Sarney (Coronel do Maranhão, mas foi eleito senador pelo estado do Amapá – não entendi isso) está passando quase que exclusivamente pelo Twitter. Muitas cidades terão protestos e manifestações que foram organizados unicamente usando mensagens de texto simples e artigos em Blogs.

As mídias convencionais não são democráticas e impedem a participação das massas ou da classe mais intelectualizada ou que tem acesso à informação e/ou capacidade de questionar e filtrar a informação que vem dessas redes padrões, TV e impressos (mídias de massa). Não são democráticas não por culpa deles mesmos (alguns tem culpa, sim), mas pelo alto preço para se veicular conteúdo ali.

Já a internet e as redes-sociais, como temos hoje, permite que qualquer um publique, tenha suas idéias difundidas e lidas por terceiros e, se mais pessoas se sentirem motivadas podem espalhar isso, replicando à sua maneira – se for no Twitter será “retwitando” (RT). A isso chamamos de “viral”: algo que se espalha como um vírus pela internet, seja um vídeo, um texto ou uma idéia.

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“Virais” e mobilizações por redes-sociais não se produz da noite para o dia, nem tem como se prever que algo vai “pegar” e mais gente terá o mesmo interesse. Isso é totalmente espontâneo e natural. Diferente, mais uma vez, das mídias convencionais onde apenas a vontade dos editores ou criadores da programação é que vigora e impõem isso às massas, na internet somos livre para sermos “nós mesmos” e podemos pensar sem intervenção externa (não diretamente).

Lemos o que queremos, clicamos nos links que queremos e vamos às páginas, artigos e vídeos que outros produziram.

É certo que é bem mais informação e é difícil filtrar o que realmente vale a pena, mas dessa vez temos as rédeas à mão. Aqui a Globo não pode eleger presidentes, nem omitir informações como no caso do Ministro (Coronel) Gilmar Mendes. Não há censura ou repressão nem controle externo e somos nós quem determinamos o que será notícia.

Ainda estamos aprendendo a usar essa nova ferramenta e o mundo agora parece bem maior que antes, mas as perspectivas são boas e mostra que estamos acertando mais que errando. A internet não tem fronteiras e nos faz pensar e acreditar que somos todos uma só Humanidade, sem língua, nação ou diferenças.

33. Morto e enterrado!

Pushing Daisies.

Pra quem gosta de séries de TV, ter a preferida não é dificil.
Eu mesmo estou viciado em LOST. Quem estava acompanhando a 4o. Temporada, agora tem um longo período de espera, onde a nova temporada com 16 capítulos só retornará em fevereiro de 2009. Mas, quem gosta, conforma-se com a espera.

Também, aqueles que são mais ligados à diversão e comédia, não têm como ficar sem “Friends”. Essa é imbatível. Foram 10 temporadas que marcaram.

Mas, eu e tantos outros que ficam na espera por LOST e seu final, gastamos energia em encontrar algo de bom na TV para passar o tempo.
Já descobri duas novidades nesse ano que agradaram ao público mais exigente: FRINGE e Pushing Daisies.

Uma não tem nada a ver com a outra, seguem estilos diferentes e têm públicos diversos. A primeira, Fringe é do criador de LOST, J.J. Abrams, e segue a mesma linha daquela mitologia e é bem ao estilo de Arquivo X – pra quem gosta de ação, mistérios e conspirações.
Estreia dia 26 de Agosto e promete revolucionar na forma narrativa e na estética. Mas, se vc procurar, consegue encontrar o episódio 1 (Piloto) que vazou a alguns dias. Sao 80min que, particularmente, me agradaram muito.

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Um Conto de Fadas moderno!

Já Pushing Daisies pode ser definida como “bunitinha” e fofinha!
Bastaria dizer que os dois personagens centrais se conheceram na infância, foram o primeiro amor e, depois de 20 anos se reencontram e, mesmo se amando, não podem se tocar. Isso mesmo, eles não podem tocar um no outro.
Tudo se passa ao redor da confeitaria de tortas do Ned, seu amigo investigador Emerson Cod e a revivida Charlotte “Chuck” Charles. Isso mesmo: ela estava morta e voltou a viver. Daí o nome da série que, em inglês é o equivalente a “comer grama pela raiz” ou “morto e enterrado”.
Passa na Warner toda quinta às 21:00h com diversas reprises, mas é original da ABC ou você pode achar na internet pra baixar (http://pushingdaisiesdownloads.blogspot.com/).

[link do promo da ABC, em inglês, do YouTube.]