Protestos no Irã, Fora Sarney e as Redes Sociais [Twitter: #forasarney #iranelection]

Você não precisa entender sobre redes da internet, nem participar efetivamente delas para perceber a capacidade de mobilização que a rede mundial de computadores tem hoje. Seja para organizar grupos de amigos ou para trocar informações, hoje essa mídia tem até o poder de promover revoluções e mobilizar pessoas ao redor do mundo. Basta ver o caso das notícias sobre a Eleição no Irã ou os protestos pelo Brasil contra o Senador Sarney.

Se alguns privilegiam “atos secretos” e outros não dão crédito para a opinião pública (isso não é coisa apenas de deputado brasileiro), pensando que ditaduras e autoritarismo ainda são opção para modelo de governo, o grande público já tem mostrado que qualquer coisa é motivo para debates, mobilizações e enfrentamento.

twitter-icone Para aqueles que não estão familiarizados com o Twitter (como usar o twitter), uma rede-social destinada quase que exclusivamente para a troca rápida de informação e em tempo real e direto entre as pessoas (sem intermediários, editores ou modelos pré-definidos, padrões ou interesses), é com poucos caracteres, apenas 140 para formar um texto, que as pessoas dividem o conhecimento.

Para certos debates e assuntos, convencionou-se o uso de palavras-chave denominadas tecnicamente de “hashtags”, que são nada menos que palavras acrescidas do símbolo de sustenido “#”.

As Hashtags em maior evidência no momento são #iranelection e #forasarney.

Sobre o Irã, quem acompanha as redes de notícias convencionais, TV e jornais impressos, percebeu que poucas são as imagens dos conflitos e pouco se vê um jornalista falar do local sobre o que estão vendo lá. Isso se deve ao fato de que nenhum jornalista estrangeiro tem permissão para sair às ruas daquele país. O que vemos é o relato e imagens enviados pela população usando mensagens de celular (SMS), e-mails, blogs e redes-sociais como o Twitter ou o YouTube para divulgar o que estão vivendo. O que a mídia tem feito é apenas apurar os fatos.

Como aqui no Brasil somos livres (ou deveríamos ser) para tratar de política, a grande mobilização contra o Senador e ex-presidente da república José Sarney (Coronel do Maranhão, mas foi eleito senador pelo estado do Amapá – não entendi isso) está passando quase que exclusivamente pelo Twitter. Muitas cidades terão protestos e manifestações que foram organizados unicamente usando mensagens de texto simples e artigos em Blogs.

As mídias convencionais não são democráticas e impedem a participação das massas ou da classe mais intelectualizada ou que tem acesso à informação e/ou capacidade de questionar e filtrar a informação que vem dessas redes padrões, TV e impressos (mídias de massa). Não são democráticas não por culpa deles mesmos (alguns tem culpa, sim), mas pelo alto preço para se veicular conteúdo ali.

Já a internet e as redes-sociais, como temos hoje, permite que qualquer um publique, tenha suas idéias difundidas e lidas por terceiros e, se mais pessoas se sentirem motivadas podem espalhar isso, replicando à sua maneira – se for no Twitter será “retwitando” (RT). A isso chamamos de “viral”: algo que se espalha como um vírus pela internet, seja um vídeo, um texto ou uma idéia.

redes-sociais02

“Virais” e mobilizações por redes-sociais não se produz da noite para o dia, nem tem como se prever que algo vai “pegar” e mais gente terá o mesmo interesse. Isso é totalmente espontâneo e natural. Diferente, mais uma vez, das mídias convencionais onde apenas a vontade dos editores ou criadores da programação é que vigora e impõem isso às massas, na internet somos livre para sermos “nós mesmos” e podemos pensar sem intervenção externa (não diretamente).

Lemos o que queremos, clicamos nos links que queremos e vamos às páginas, artigos e vídeos que outros produziram.

É certo que é bem mais informação e é difícil filtrar o que realmente vale a pena, mas dessa vez temos as rédeas à mão. Aqui a Globo não pode eleger presidentes, nem omitir informações como no caso do Ministro (Coronel) Gilmar Mendes. Não há censura ou repressão nem controle externo e somos nós quem determinamos o que será notícia.

Ainda estamos aprendendo a usar essa nova ferramenta e o mundo agora parece bem maior que antes, mas as perspectivas são boas e mostra que estamos acertando mais que errando. A internet não tem fronteiras e nos faz pensar e acreditar que somos todos uma só Humanidade, sem língua, nação ou diferenças.

Mudanças na Poupança e a Desigualdade Social

contando-dinheiro Muito se especulou sobre quais seriam as mudanças que o Governo traria para a Poupança – principal fonte de investimentos dos brasileiros, como forma de guardar algum dinheiro sem os riscos especulativos financeiros. Mas pouca gente reparou qual é o tamanho do problema, quem nem está visível nas mudanças e que, de fato, não muda em nada a vida das pessoas comuns. Isto nos serviu para ver o tamanho da desigualdade social em que vivemos.

Assistindo ao Jornal Nacional, da rede Globo do dia 15 de Maio (2009), numa reportagem longa para explicar que as novas regras de tributação sobre a poupança não mudariam em nada a vida de ninguém (mais de 99% dos brasileiros tem menos de R$50.000,00 depositados na poupança), uma única frase da reportagem passou desapercebida da maioria e que é o grande problema.

Dizia a reportagem:

“Quem tem mais de R$ 50 mil na caderneta é a minoria: apenas 1%, mas detém 41% do total do saldo da caderneta.”

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1128237-10406,00-MUDANCAS+NA+POUPANCA+VALEM+PARA+DOS+POUPADORES.html

Será que sou só eu que percebi o tamanho do absurdo que vivemos? Imaginem só: se 1% dos brasileiros tem mais de 41% do saldo, do total de dinheiro depositado nas poupanças, isso significa que 1% dos brasileiros, tem mais da metade das riquezas financeiras do nosso país.

1% tem mais da metade do dinheiro que tem todo o resto.

Ainda na mesma reportagem pode-se ver que 56% tem no máximo R$100,00 guardados.

Enquanto alguns estavam preocupados se o governo, nos tomaria o pouco que nem temos, quem está “descabelando” de medo de mais impostos é o rico. Fez-se todo esse drama quando, na verdade o que o Governo está querendo fazer é tributar os mais ricos e aliviar os mais pobres. Será que isso é tão ruim assim?

O mais certo, penso eu, é que os ricos paguem mais impostos para que tenhamos um distribuição de renda mais sólida, real e onde o dinheiro do pobre possa compra sua tranquilidade.

Discernir a Obra de Deus

Não importa o grupo religioso em que você se encontra, nem qual Igreja ou Comunidade de Fé cristã que você participa; também não importa quem sejam os líderes ou se são “santos” e milagreiros – sempre ficará a dívida de alguns se uma obra “é de Deus” ou é apenas vontade humana disfarçada de bondade e coberta de boas intenções. Algumas vezes se usa até o nome de Deus e orações ou caridade para se burlar a lei, mentir e enganar. Então, como ter o discernimento correto sobre essas coisas?

Eu estive pensando nisso enquanto lia a bíblia em algumas passagens específicas e percebendo que podem ser usadas para saber se algo vem de Deus. A Palavra de Deus serve para orientar nossa vida em muitas coisas e pode nos ensinar a viver bem em comunidade e perceber se as coisas de Deus estão no caminho certo e não estamos sendo enganados por falsos líderes oportunistas ou por pessoas que só nos farão perder tempo ou fazer mal uso de nossa boa fé.

E, para ter esse discernimento sobre qualquer coisa que seja, na sua Igreja ou no seu grupo, não é nem preciso ser um especialista em bíblia, basta entender bem do que tratam esses dois trechos que vamos citar logo abaixo.

1. Cuidado com o fruto podre – Lc 3,9 / Mt 12,33

Vamos começar citando os textos e você verá como fica claro entender o que estou querendo propor aqui:

“O machado já está posto à raiz das árvores; e toda árvore que não produzir bom fruto será cortada e lançada ao fogo.” [Lc 3,9]

“Plante uma árvore boa e ela dará fruto bom; plante uma árvore prejudicada e ela dará frutos prejudicados. Pois, pelo fruto conhecemos a árvore.” [Mt 12,33]

Isso já é até ditado popular “fruto podre estraga todo o cesto”. Mas aqui a Palavra de Deus vai mais longe e não olha apenas para a fruta que está perdida. Quando o fruto não presta, então toda a árvore já estava perdida antes. Uma árvore boa pode dar frutos ruins? Impossível.

Mas é possível que o fruto se perca sozinho em duas situações:

  • a) se não for consumido a tempo = então aquele fruto não serviu o seu propósito. Ficou guardado e apodreceu, não matando a fome de ninguém, pois era para isso que servia. Se o fruto é colhido da árvore boa, mas não dá o resultado esperado, então de nada valeu a árvore produzir bons frutos.

Assim é também com a Obra de Deus. De que vale um grupo de pessoas que rezem e cante, busquem a Deus e vivam seu caminho de forma reta e irrepreensível, mas que seus frutos não podem ser vistos nem consumidos por mais pessoas. Se este grupo não produzir resultados satisfatórios será como o empregado que recebeu um talento e o enterrou, não fazendo que produzisse mais para seu senhor (Mt 25,14-30).

  • b) ou se se desprender da árvore e cair no chão = nesse segundo caso é como se o fruto fosse esquecido ou até desprezado. As pessoas olham para a árvore, vêem seus frutos, mas ninguém quer colher, nem se sente motivado em se aproximar para usufruir daquele alimento. Assim aquela árvore pode ser bela e frondosa, mas está no limbo. A Obra de Deus é para ser vista e atrair as pessoas para o seu Amor e para a Salvação de Jesus.

Se todos passam, mas desprezam aquela obra e nem se interessam por seus frutos, aquela obra é morta, terá o machado como solução e o fogo como castigo.

2. Renovar-se sempre – Mt 9,17

Agora vejamos esse outro trecho e como ele pode nos ajudar a discernir a Obra de Deus e as pessoas que trabalham nela.

“Não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres arrebentariam, o vinho se derramaria e os odres se estragariam. Vinho novo em odres novos, e ambos se conservam.” [Mt 9,17]

Veja como são as últimas palavras: “ambos se conservam”. A Palavra de Deus é sempre nova e busca pessoas novas, renovadas em seu amor, em seu Espírito. Se queremos que as coisas de Deus sejam sempre bem conservadas, então devemos dar espaço à renovação constante e aceitar que não sabemos tudo e que as coisas também mudam.

É natural do ser humano acomodar-se e se conformar com situações que parecem boas e favoráveis. Bem como é comum nos deixarmos levar pelo caminho mais fácil e sem desafios novos e até nos prendemos às nossas velhas rotinas acreditando que sabemos qual a melhor maneira de fazer tudo e que somos os únicos que sabem fazer aquele serviço direito.

Essa tendência a aceitar a situação mais cômoda não é da Obra de Deus. As coisas de Deus estão em constante renovação e se faz para pessoas que não se acomodam nem se conformam. O Espírito Santo é dinâmico e está sempre nos desalojando de nossas fraquezas e não nos deixa ficarmos presos às nossas limitações. Se algo está se perdendo na Obra de Deus, então essa obra não está mais no caminho de Deus.

Veja bem se não há vinho ficando pelo caminho e se os jarros de vinho não estão vazando e a graça se perdendo por coisas velhas e comodismos estranhos. O Espírito Santo é vento que sopra onde quer e ar parado não é vento.

Discernimento é caminho de Deus.

Assim, podemos concluir, não basta que algo seja dito em oração ou que alguém diga que sentiu em seu coração ou ouviu a voz de Deus. Nem podemos nos contentar com líderes que supomos serem inspirados e acreditar em toda palavra que dizem. Deus nos deu a inteligência para compararmos as coisas e os olhos para vermos e, quando isso nos faltar ou não formos capazes de ver por nós mesmos, Deus nos deixou a sua Palavra e nada pode ficar fora de suas balizas.

Quando se deparar com situações complicadas em seu grupo, então pare um pouco, abra a sua bíblia nessas passagens citadas e reflita com todos, revejam os caminhos que seguiram e pensem se o que estão vivendo está em acordo com a Palavra de Deus para saber se o caminho escolhido e trilhado até aquele momento é mesmo o caminho do Senhor ou dos homens.

Israel e seu ideal de Guerra

Diante dos fatos dos últimos dias, quero aproveitar e escrever, repercutindo o link que vi no blog do meu amigo Tiago (Estado Noético), sobre essa “guerra” promovida por Israel. Entre aspas, pois Guerra se faz quando as duas partes têm capacidades de atacar e defender-se de ataques – mesmo que com forças desiguais entre as partes e, especialmente, como se faz formalmente, declarando isso para o resto do mundo.

Israel é hoje, junto dos EUA, o mais poderoso exército terrorista do planeta. Chega a ser até mais poderoso tecnologicamente que seu aliado. Tem o exército mais bem treinado e equipado e, mesmo em número inferior, pode fazer mais estragos que todos os exércitos de países árabes juntos. Seu grande problema é o território muito pequeno a ser defendido.

Em 1948 foi criado, por decreto da ONU o Estado de Israel. Não vou entrar aqui em méritos históricos detalhados, mas o primeiro ato do recém criado país foi???

Todo país quando surge, pretende afirmar-se primeiramente por duas vias: a diplomática e a constitucional. A diplomática para conseguir que o máximo de outros países o reconheçam como independente e reconheça suas fronteiras como legais. A forma constitucional é garantir leis mínimas e fortes para que possam se afirmar enquanto nação.

Foi isso que Israel fez???

Não!

Eles fizeram uma guerra. Não tinha nem 24 horas de existência e começaram uma guerra. Aí está a raiz do problema: eles só sabem fazer guerra. Mas não a guerra convencional. Preferem atos terroristas e genocidas. Sim… um povo que sofreu tanto ao longo dos séculos, especialmente no XX, não aprendeu que genocídio é crime internacional; nem tão pouco aprendeu a respeitar o diferente.

Tiram o direito de uma outra nação existir culpando-a de terrorismo que eles, Israel, promovem.

Respeito os judeus, mas não posso respeitar um Estado terrorista como Israel.

Veja mais sobre as mentiras de Israel, publicado na Carta Maior:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15468&boletim_id=513&componente_id=8904

Como criar um Blog?

Este blog completará 1 ano de existência e foi um esforço muito grande aprender a usar esta ferramenta de publicação livre na internet. Deixar suas idéias a público pode ser um pouco complicado e poucos vão ler. A Internet tem-se mostrado democrática, mas ganhar espaço não é fácil. Mas isso não é o maior dos problemas. A grande dificuldade de quem chega à internet é conseguir lançar mão desses mecanismos como weblogs e sites.

Passei muita dificuldade para aprender a usar o mais popular e básico dos serviços, o Blogger da toda poderosa Google. Então resolvi criar um outro blog para ensinar pessoas que, como eu, não entendem muito disso, mas querem e aceitam o desafio.

 

Este Blog chamado Lemos Idéias ficou muito tempo desatualizado, não por falta do que dizer, mas por eu ter me metido na empreitada de criar um outro blog de prestação de serviço, mais objetivo que esse e que tem se mostrado em franco crescimento e de muita importância na chamada “blogosfera” – o mundo dos blogs.

Resolvi que poderia ajudar outras pessoas a ter e usar blogs de forma mais eficaz mesmo sem conhecer muito (ou nada) da linguagem de internet. Até porque, isso não exige muito conhecimento de programação mesmo não. É tudo bem visual e simples, mas tem alguns truques!

Assim criei o [ Ferramentas Blog ].

O que é um weblog (blog)?

“Um weblog, blog, blogue ou caderno digital é uma página da Web, cuja estrutura permite a atualização rápida a partir de acréscimos de tamanho variável, chamados artigos, ou "posts". Estes são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário), e podem ser escritos por um número variável de pessoas, de acordo com a política do blog.
Os sistemas de criação e edição de blogs são muito atrativos pelas facilidades que oferecem, pois dispensam o conhecimento de HTML, o que atrai pessoas a criá-los.”

Definição encontrada no WikiPedia ajuda um pouco a entender esse serviço.

Se você tem uma boa idéia ou quer mesmo simplesmente publicar seus artigos ou piadas que recebe por e-mail, tudo é permitido. Existe uma infinidade de sites sobre tudo o que se possa imaginar. Basta procurar no Google e verá o tamanho desse mundo e entender por quê é chamado de “blogosfera”.

 

Quer aprender a criar um blog?

Visite o www.blogger.com e faça seu cadastro. É auto-explicativo! E depois vá ao [ Ferramentas Blog ] e desfrute e aprenda como desenvolver melhor o seu projeto!

Completamos 50 artigos e 340 dias

LogoIdeias

 

Este blog nasceu no dia 11 de novembro de 2007 e tinha o objetivo de oferecer reflexão coerente em teologia católica, comentários bíblicos e um pouco de algo mais. Achei que seria interessante falar de números e daquilo que já passou por aqui e os principais temas dessa nova forma de mídia.

Ganhamos muito com o que a internet pode oferecer em comunicação e troca de conhecimento, mas descobri também o quanto é difícil selecionar o que há de bom.

fundo01

Uso, uma ferramenta de estatísticas para sites/blogs da Google Analytics, que dá números de visitas e origens dessas. Apurando, em 340 dias no ar – quase 1 ano – foram mais de 1200 visitantes (sem contar os retornos) com 3000 exibições de páginas (mas gráfico01esses números só começaram a ser apurados no dia 3 de Maio, o que dá uma boa média de visitas diárias; destaque para o dia 13 de Outubro, com 70 visitas).

As visitas vieram de 15 países e 150 cidades brasileiras. Não são bons números, mas é um bom começo, especialmente para um blog de conteúdo tão selecionado – selecionados são também os leitores.

 

Tratamos aqui de alguns temas interessantes.

Vale lembrar aqueles que permeiam a teologia:

São 19 artigos sobre Comentários Bíblicos;

11 sobre Documentos da Igreja;

8 que tratam sobre o Sacramento da Eucaristia, com profundo estudo bíblico direcionado;

mais 8 só direcionados ao tema Família;

e outros 6 que falam de Maria – Mãe de Deus.

Falamos de música, televisão, livros e cinema. Minha paixão, a Capoeira, não ficou de fora.

 

Com isso, deixo um compromisso: continuar com um conteúdo de nível e qualidade no uso do espaço que a internet nos dispõe.

Aprendi muito publicando e achei por bem cooperar com aqueles que querem aprender e fazer o mesmo. É fácil usar blogs, mas tem seus segredos e é difícil ganhar espaço e descobrir boas ferramentas. Por isso comecei um novo blog com o intuito de reunir num único lugar tutoriais para blogs, com dicas, serviços e ferramentas, numa linguagem acessível e democrática. Confiram: Ferramentas Blog (http://ferramentasblog.blogspot.com/).

LogoFerramentas

Acompanhem mais o crescimento do “Lemos Idéias” e deixe seus comentários nos artigos que mais gostar. Sua participação faz crescer nosso trabalho e melhorar a qualidade do que fazemos e disponibilizamos aqui.

 

Obrigado a todos!

Nossa Senhora Aparecida!

aparecida Não poderia deixar passar em branco o dia 12 de outubro que é tão significativo para os brasileiros e para os cristãos católicos. Maria é uma personagem muito significativa no imaginário popular, especialmente entre os mais sofridos, pois é o símbolo de uma mulher forte, coerente em sua fé e acolhida por Deus. Mais ainda, por representar aquilo que todos nós desejamos: estar com Deus!

 

Neste blog você pode encontrar muita coisa e artigos sobre Maria e seu tema, mesmo de forma mais dogmática e algumas referências bíblicas. Basta conferir o menu ao lado. Existe até uma relação de documentos da Igreja para aqueles que querem aprofundar no tema.

 

Por hoje fica apenas uma reflexão de um santo que escreveu muito sobre a Mãe de Deus!

"A fé de Maria excedeu a de todos os homens e a de todos os Anjos. Em Belém, viu seu Filho no estábulo, e acreditou n’ Ele como Criador do mundo.

Viu-O fugir de Herodes e nunca a sua Fé hesitou em ver n’ Ele o Rei dos Reis.
Viu-O nascer e acreditou que era o Eterno.
Viu-O pobre, de tudo desprovido, e acreditou n’ Ele como Senhor do Universo.
Viu-O reclinado nas palhas e adorou-O como Onipotente.
Viu-O sem pronunciar palavra, e acreditou que Ele era a Sabedoria Eterna.

Ouviu-O chorar e reconheceu-O como a Alegria do Paraíso.
Viu-O, por fim, morrendo, exposto a todos os insultos, pregado na Cruz, e embora a fé de todos vacilasse, Maria perseverou na crença inviolável de que Ele era Deus".

(Santo Afonso de Ligório)

Alguém, em Wall Street leu Marx?

Depois de décadas defendendo uma economia liberal e palavras mágicas como “não intervenção do Estado”, “auto-regulação do mercado”, “mão invisível” e todos os outros jargões do capitalismo moderno, (Neo-)Liberal, um impasse. Ao que temos visto nos últimos dias é um descontrole total do mercado internacional, especialmente nas potências econômicas, tudo puxado pelos EUA.

Agora, pacotes econômicos desesperados injetando todo o dinheiro possível (mais de 700 bilhões de dólares, só do governo estadunidense). Ação coordenada dos Bancos Centrais na redução conjunta da taxa de juros. O que mais me chamou a atenção foi a estatização de alguns bancos na Inglaterra – um governo que acredita na não-intervenção e no estado-mínimo estatizar bancos (comprar bancos praticamente falidos) é um duro golpe no capitalismo moderno.
Alguém esqueceu, então, de ler Karl Marx, mais especificamente “O Capital”. Lá ensina que o lastro do dinheiro (capital) é a força de trabalho e o produto (mercadoria) resultante desse trabalho. Assim, algo vale pelo tempo de trabalho, pela força de trabalho gasto para produzi-lo. Mas, o que temos visto é “capital especulativo”. Dinheiro virando dinheiro. Dinheiro q não tem lastro real – dinheiro virtual. Os bancos, as bolsas e o(s) mercado(s) têm especulado com algo fictício.
Vejam o que Marx escreveu:
“O acréscimo de valor, pelo qual o dinheiro deve se transformar em capital, não pode provir desse próprio dinheiro. Se serve de meio de compra ou de meio de pagamento, somente realiza o preço das mercadorias compradas ou pagas por ele.”
Não se pode ganhar dinheiro sem uma mercadoria, sem produção.
“É preciso, portanto, que a mudança de valor expressa por D – M – D’, conversão de dinheiro em mercadoria e reconversão da mesma mercadoria em mais dinheiro, provenha da mercadoria.”
Isso soa quase como uma profecia apocalíptica. Tipo aquelas que ouvimos da boca de Jesus (esse mesmo…): “Não se pode servir a Deus e ao Dinheiro” (Lc 16,13c). E tem mais: “O Mercenário trabalha só por dinheiro” (Jo 10,13a). Mas é o que mais temos visto. aqueles homens q trabalharam só pelo dinheiro e fizeram dele seu ídolo máximo, seu deus e senhor, agora estão por segurar as calças.
Até me lembro de uma música do Tom Zé chamada “Moeda Falsa”. É uma boa sátira com a situação atual. Se podemos rir da situação, que seja como os gênios e com arte; veja a letra:
Moeda Falsa (Tom Zé)

E logo (agora que) o Brasil, que vai ser um país rico, assim que esse diabo de petróleo acabar
O dólar é moeda falsa
Americano já não segura as calças
Alemanha quase pedindo esmola
A inglesa não usa mais calçola
Na Itália não tem mais sutiã
Suíça não lava a bunda de manhã
Ô, Cabrobó
Eles vão toma no fiofó

Transubstanciação somente do Pão?

[Comentário sobre a transubstanciação da Eucaristia, na vida da comunidade, da pessoa e do mundo à nossa volta. Estudo baseado no texto do então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI).]

Sacramento das transformações.

Já comentei aqui em outros artigos sobre a Eucaristia (ver menu ao lado) sobre um texto do Papa Bento XVI antes de ser eleito. Um texto bem pastoral e contagiante nas palavras de devoção e amor que ele tem por Jesus presente na Eucaristia.

Segue um trexo de um comentário que fiz sobre parte dessa intervenção do Cardeal Ratzinger num congresso eucarístico na Itália em 2002. Para ler a intervenção na íntegra, clique no link: http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20020602_ratzinger-eucharistic-congress_po.html

Estamos na ultima parte do texto. Muito conciso, mas profundo em teologia e espiritualidade, introduz-nos numa percepção da grande transformação que opera em nós o celebrar e receber o Pão e o Vinho. Chama aqui a Eucaristia de “Sacramento das transformações”.

Muitas palavras das formulações teológicas de séculos perderam seu verdadeiro sentido e profundidade, não pela evolução da teologia ou de outras ciências, mas por terem caído em desuso ou por simplesmente não oferecerem mais significado claro. A grande maioria do povo nunca lançou mão de tais para explicar sua fé. Isso também aconteceu com a palavra “transubstanciação”. Mesmo os teólogos evitam seu uso e uma leitura mais superficial e descuidada pode nos levar a entendimentos equivocados. Mesmo assim, neste texto, o Cardeal Joseph Ratzinger usa-a de forma magistral. Dá a ela todo o significado de transformação que a eucaristia proporciona, indo além do Pão e do Vinho eucaristizados. Como um místico cristão dos primeiros séculos faria, dando conteúdo espiritual para as formulações teológicas.

Lendo o Cânone Romano da liturgia eucarística no momento da consagração das espécies, afirma que “O pão torna-se corpo, o seu corpo. O pão da terra torna-se o pão de Deus, o ‘maná’ do céu, com o qual Deus alimenta os homens não só na vida terrena, mas também na perspectiva da ressurreição”, ressurreição essa que já começa a acontecer naquele instante. Relembra também dois textos importantes do evangelho, onde Jesus é tentado a transformar pedras em pão (Mt 4,3-4 e Lc 4.3-4) para matar sua fome, e ainda, sendo provocado, lembra que Deus pode fazer das pedras surgir filhos de Abraão, mas prefere “transformar o pão no corpo, no seu corpo”. Jesus pode dar seu corpo como alimento no pão e no vinho, pois prefigura sua entrega definitiva na cruz. “Ele pode tornar-se dom, porque é oferecido. Através do ato da doação ele torna-se capaz de comunicação”.
Começa aqui a relatar as transformações, num total de cinco delas, onde, na última ceia acontecerão três delas num único ato que gera outras duas transformações. A transformação originante, que está antecipada na ultima ceia, é o que Jesus faz com a violência sofrida, onde ele mesmo “põe fim à violência, transformando-a em amor. O ato de morte é transformado em amor. Esta é a transformação fundamental, sobre a qual tudo se baseia”. Por esta transformação é que o mundo pode ser redimido, onde o Cristo vence todo tipo de morte, vence tudo o que gera morte – “a própria morte foi transformada”. “E assim, na transformação da ressurreição Cristo continua a subsistir, mas agora de tal forma transformado, que seu corpo e o dar-se já não se excluem, mas um implica o outro”. Agora, ao recebermos Jesus, o recebemos por inteiro, não só espiritualmente, mas na sua totalidade, também em seu corpo.

Somado a isso temos a segunda transformação, dependente total da primeira e nela contida. “O corpo mortal [de Jesus] é transformado no corpo da ressurreição: no espírito que dá vida”. Isto também é antecipado na ceia, onde num mesmo momento Jesus morre na cruz e se é ressuscitado. Toda esta transformação é vivida na ceia e na entrega de Jesus. Daqui passamos para a terceira transformação que diz respeito ao Pão e o Vinho. Neles será contida toda a transformação e ação do Cristo Jesus. Estes são transformados de tal maneira que “está presente o próprio Senhor que se dá, a sua oferenda, ele mesmo porque ele é dom. O ato da doação não é algo dele, mas é ele próprio”. Pão e Vinho são transformados na presença do próprio Senhor.
Chega-se às duas ultimas transformações provenientes do que acabamos de ver. Jesus se faz presente no Pão e no Vinho com uma finalidade clara que é transformar o homem num só corpo com ele:

“Para que nos tornemos um só pão com ele e depois um só corpo com ele. A
transformação dos dons, que é unicamente a continuidade das transformações
fundamentais da cruz e da ressurreição, não é o ponto final, mas, por sua vez,
só um início. O fim da Eucaristia é a transformação de quantos a recebem na
autêntica comunhão com a sua transformação”.

E assim, “nos tornamos com Cristo e em Cristo um organismo de doação, a fim de vivermos com vista à ressurreição e ao novo mundo”. Este é o passo a ser dado para a quinta e ultima transformação. Toda a criação é participante deste evento em nós e por nós homens. A Criação também é transformada para tornar-se “habitação viva de Deus”.

Por estes passos aprofundamos no sentido da real transubstanciação que vai muito além da discussão do que acontece com as espécies eucarísticas. A totalidade da presença de Jesus não pode ser contida ou limitada pelo pão e pelo vinho, mas deve transbordar em nós que o recebemos e dele nos alimentamos. Pois não basta fazer-se presente sob o véu da aparência de pão e vinho se não promover transformações definitivas em nós homens. É preciso ir e comer, receber e beber de seu corpo, provar da transformação.
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O Brasil que queremos ser (?)

[É assunto recorrente deste blog, vou tocar neste tema mais uma vez: racismo. Tem gente que insiste em ser ignorante e orgulhar-se deste fato… vai entender!
Ah!
Dentro do assunto vou comentar sobre os 40 anos da revista Veja e o quanto é importante buscar boas leituras – e, pode ter certeza, não estou me referindo à Veja como exemplo de boa leitura (nem deveria ser lida – mas essa é minha opinião)]

Aqui já postamos inúmeras vezes contra qualquer tipo de segregação, preconceito e/ou discriminação – que, como canta o ilustre Gabriel (o pensador), “racismo é burrice”. Mas esse é um tema que parece ser difícil de penetrar as mentes mais caducas e também as mais imaturas, então, nada mais justo que insistir na correção.

Um dos textos mais brilhantes do século XX (esse que ficou pra trás) é o da Declaração Universal dos direitos humanos. Postaremos abaixo quatro de seus artigos que podem nos ensinar muito e abrir nossa mente – excelentes argumentos contra a propagação de qualquer tipo de discriminação – e pequenos comentários. Vejamos:

Artigo 1 – Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.
[A grande novidade da declaração está logo na primeira frase. Não somos iguais por definição ou lei que regula e/ou torna-nos iguais; somos iguais porque NASCEMOS IGUAIS. Isto é uma condição da natureza humana.
E outra novidade: termina com um dever simples, claro e objetivo para a conduta humana – “agir com espírito de fraternidade”. Ou seja: com o sentimento de irmandade; somos iguais e irmãos.]

Artigo 2 – Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.
[Se somos todos iguais, não faz sentido diferenciações. Basta um pouco de lógica para entender: Somos iguais, logo não somos diferentes; portanto, não existem diferenças entre as pessoas.]

Artigo 6 – Toda pessoa tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecida como pessoa perante a lei.
[Esse é, em meu conceito, o artigo mais importante de toda a Declaração. Pessoa tem que ser tratada como pessoa. Ser humano não é máquina, nem objeto, nem produto ou mercadoria. Sendo redundante: todo ser humano deve ser reconhecido como pessoa humana. Lógico! Mas tem gente que não entende… e mesmo assim devem ser tratadas como pessoa também.]

Artigo 7 – Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. Todos têm direito a igual proteção contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.
[Repetem que não se deve fazer distinção de pessoas e vão além: também não se deve provocar, promover discriminação. É isso que vamos tratar no restante desta postagem.]

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Tenho o costume (que aprendi com meus pais) de procurar boas leituras e ser crítico mesmo com o que parece bom (as aparências enganam!). Com isso, temos lido a algum tempo a revista semanal Carta Capital e minha parte preferida é a seção “A Semana”, pelo Mino Carta. E a revista do dia 10 de setembro de 2008 foi particularmente brilhante na capacidade de observar detalhes que passam desapercebidos a olhares descuidados.

Fazendo uma crítica aos 40 anos da revista Veja, reproduziram a publicidade dela mesma sobre um seminário que realizou-se no dia 2 de setembro como forma de comemoração. Então, scaniei (acho q essa palavra não existe) a imagem e repito o comentário do Mino Carta:

“O anúncio do seminário convocado para discutir “O Brasil que queremos ser” apresentava como garotos-propaganda duas crianças caucasianas, possivelmente alemãs ou, talvez, suecas.” (leia o artigo na íntegra)

Isso fez-me lembrar de outro episódio da mesma revista que tanto apregoa ser isenta e imparcial. Em ano de eleição presidencial, justo 2006, na capa de sua revista semanal de publicação nacional a Veja publica a capa ao lado e o artigo que segue no link (http://veja.abril.com.br/160806/p_052.html) descaradamente preconceituosa, tendenciosa, parcial e incitadora de discriminação.

Está dito em letras brancas da capa: “Nordestina, 27 anos, educação média, 450 reais por mês, Gilmara Cerqueira retrata o eleitor que será o fiel da balança em outubro” (revista de 16/08/2006). É o mesmo que dizer: Mal nascida, jovem, burra, pobre… Faltou só o comentário da cor da pele – ôps! não faltou, colocaram a foto dela: ela é negra.

Com certeza, o Brasil que a revista Veja defende ou quer, não é o Brasil dos brasileiros.

Acho que faltou ler a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

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