Protestos no Irã, Fora Sarney e as Redes Sociais [Twitter: #forasarney #iranelection]

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Posted on : 30-06-2009 | By : Marcos Lemos (@hordones) | In : Diversos, Política, Televisão

Você não precisa entender sobre redes da internet, nem participar efetivamente delas para perceber a capacidade de mobilização que a rede mundial de computadores tem hoje. Seja para organizar grupos de amigos ou para trocar informações, hoje essa mídia tem até o poder de promover revoluções e mobilizar pessoas ao redor do mundo. Basta ver o caso das notícias sobre a Eleição no Irã ou os protestos pelo Brasil contra o Senador Sarney.

Se alguns privilegiam “atos secretos” e outros não dão crédito para a opinião pública (isso não é coisa apenas de deputado brasileiro), pensando que ditaduras e autoritarismo ainda são opção para modelo de governo, o grande público já tem mostrado que qualquer coisa é motivo para debates, mobilizações e enfrentamento.

twitter-icone Para aqueles que não estão familiarizados com o Twitter (como usar o twitter), uma rede-social destinada quase que exclusivamente para a troca rápida de informação e em tempo real e direto entre as pessoas (sem intermediários, editores ou modelos pré-definidos, padrões ou interesses), é com poucos caracteres, apenas 140 para formar um texto, que as pessoas dividem o conhecimento.

Para certos debates e assuntos, convencionou-se o uso de palavras-chave denominadas tecnicamente de “hashtags”, que são nada menos que palavras acrescidas do símbolo de sustenido “#”.

As Hashtags em maior evidência no momento são #iranelection e #forasarney.

Sobre o Irã, quem acompanha as redes de notícias convencionais, TV e jornais impressos, percebeu que poucas são as imagens dos conflitos e pouco se vê um jornalista falar do local sobre o que estão vendo lá. Isso se deve ao fato de que nenhum jornalista estrangeiro tem permissão para sair às ruas daquele país. O que vemos é o relato e imagens enviados pela população usando mensagens de celular (SMS), e-mails, blogs e redes-sociais como o Twitter ou o YouTube para divulgar o que estão vivendo. O que a mídia tem feito é apenas apurar os fatos.

Como aqui no Brasil somos livres (ou deveríamos ser) para tratar de política, a grande mobilização contra o Senador e ex-presidente da república José Sarney (Coronel do Maranhão, mas foi eleito senador pelo estado do Amapá – não entendi isso) está passando quase que exclusivamente pelo Twitter. Muitas cidades terão protestos e manifestações que foram organizados unicamente usando mensagens de texto simples e artigos em Blogs.

As mídias convencionais não são democráticas e impedem a participação das massas ou da classe mais intelectualizada ou que tem acesso à informação e/ou capacidade de questionar e filtrar a informação que vem dessas redes padrões, TV e impressos (mídias de massa). Não são democráticas não por culpa deles mesmos (alguns tem culpa, sim), mas pelo alto preço para se veicular conteúdo ali.

Já a internet e as redes-sociais, como temos hoje, permite que qualquer um publique, tenha suas idéias difundidas e lidas por terceiros e, se mais pessoas se sentirem motivadas podem espalhar isso, replicando à sua maneira – se for no Twitter será “retwitando” (RT). A isso chamamos de “viral”: algo que se espalha como um vírus pela internet, seja um vídeo, um texto ou uma idéia.

redes-sociais02

“Virais” e mobilizações por redes-sociais não se produz da noite para o dia, nem tem como se prever que algo vai “pegar” e mais gente terá o mesmo interesse. Isso é totalmente espontâneo e natural. Diferente, mais uma vez, das mídias convencionais onde apenas a vontade dos editores ou criadores da programação é que vigora e impõem isso às massas, na internet somos livre para sermos “nós mesmos” e podemos pensar sem intervenção externa (não diretamente).

Lemos o que queremos, clicamos nos links que queremos e vamos às páginas, artigos e vídeos que outros produziram.

É certo que é bem mais informação e é difícil filtrar o que realmente vale a pena, mas dessa vez temos as rédeas à mão. Aqui a Globo não pode eleger presidentes, nem omitir informações como no caso do Ministro (Coronel) Gilmar Mendes. Não há censura ou repressão nem controle externo e somos nós quem determinamos o que será notícia.

Ainda estamos aprendendo a usar essa nova ferramenta e o mundo agora parece bem maior que antes, mas as perspectivas são boas e mostra que estamos acertando mais que errando. A internet não tem fronteiras e nos faz pensar e acreditar que somos todos uma só Humanidade, sem língua, nação ou diferenças.

33. Morto e enterrado!

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Posted on : 20-06-2008 | By : Marcos Lemos (@hordones) | In : Diversos, Televisão

Pushing Daisies.

Pra quem gosta de séries de TV, ter a preferida não é dificil.
Eu mesmo estou viciado em LOST. Quem estava acompanhando a 4o. Temporada, agora tem um longo período de espera, onde a nova temporada com 16 capítulos só retornará em fevereiro de 2009. Mas, quem gosta, conforma-se com a espera.

Também, aqueles que são mais ligados à diversão e comédia, não têm como ficar sem “Friends”. Essa é imbatível. Foram 10 temporadas que marcaram.

Mas, eu e tantos outros que ficam na espera por LOST e seu final, gastamos energia em encontrar algo de bom na TV para passar o tempo.
Já descobri duas novidades nesse ano que agradaram ao público mais exigente: FRINGE e Pushing Daisies.

Uma não tem nada a ver com a outra, seguem estilos diferentes e têm públicos diversos. A primeira, Fringe é do criador de LOST, J.J. Abrams, e segue a mesma linha daquela mitologia e é bem ao estilo de Arquivo X – pra quem gosta de ação, mistérios e conspirações.
Estreia dia 26 de Agosto e promete revolucionar na forma narrativa e na estética. Mas, se vc procurar, consegue encontrar o episódio 1 (Piloto) que vazou a alguns dias. Sao 80min que, particularmente, me agradaram muito.

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Um Conto de Fadas moderno!

Já Pushing Daisies pode ser definida como “bunitinha” e fofinha!
Bastaria dizer que os dois personagens centrais se conheceram na infância, foram o primeiro amor e, depois de 20 anos se reencontram e, mesmo se amando, não podem se tocar. Isso mesmo, eles não podem tocar um no outro.
Tudo se passa ao redor da confeitaria de tortas do Ned, seu amigo investigador Emerson Cod e a revivida Charlotte “Chuck” Charles. Isso mesmo: ela estava morta e voltou a viver. Daí o nome da série que, em inglês é o equivalente a “comer grama pela raiz” ou “morto e enterrado”.
Passa na Warner toda quinta às 21:00h com diversas reprises, mas é original da ABC ou você pode achar na internet pra baixar (http://pushingdaisiesdownloads.blogspot.com/).

[link do promo da ABC, em inglês, do YouTube.]