Querem calar os Blogs e a opinião pública

É incrível como ainda existem pessoas disposta a querer limitar e censurar outras. Na nossa constituição brasileira temos garantida nossa liberdade de expressão (mesmo se não somos imprensa/jornalistas): é nosso direito como cidadão dar opinião sobre o que quer que seja e sobre quem quer que seja. Mas existem políticos e juízes que insistem em ignorar esse fato e estão proibindo blogueiros de exercer sua cidadania.

Resumo da notícia: No Mato Grosso, alguns blogs/sites locais que relatam as ações do Ministério Público e Polícia contra o Deputado Estadual José Riva (PP-MT), foram censurados e proibidos de tratar do assunto pela justiça. São os blogs do Enock Cavalcanti, Página do E, e da Adriana Vandoni, Prosa e Política. Indo contra a mídia tradicional local, que insiste em ignorar os fatos e não denuncia as suspeitas de ações ilegais do deputado Riva, essas pessoas resolveram exercer sua cidadania, fiscalizar o poder público e denunciar o que consideram irregular/ilegal.

Insistir em querer calar a opinião pública é mais do que ir contra a constituição. É um resquício de coronelismos e ditaduras vividas nesse país e que o saudosismo de velhos elitistas insiste em querer restaurar. A democracia é feita da divergência de opiniões e do embate com o diferente para prevalecer o bem comum. Utopia? De certo que sim. Mas todos os sistemas sociais são utópicos e é da natureza humana lutar por sonhos e projetos ideais de organização.

“O controle social é um valor que se afirma, cada vez mais, como um complemento fundamental dos controles realizados pelos órgãos que fiscalizam os recursos públicos”
(Enock no artigo citado acima)

Os blogs e sites são a nossa praça pública (já tratei disso aqui: Internet: a grande praça pública), onde podemos nos igualar e até superar o controle da informação e a falsa isenção/imparcialidade que a mídia tradicional nos quer forçar a crer que exercem.Assim nos fazemos ouvir, encontramos aqueles que pensam como nós e confrontamos nossa opinião para dar voz à democracia (muito mais do que simplesmente votar e deixar rolar). Temos o direito de fiscalizar e denunciar o que cremos ser irregular, ilegal ou imoral – principalmente na política.

Aqueles que querem calar a internet, lugar onde se propaga a voz de muitos esclarecidos e não domados, verão que isso é impossível. A repercussão de assuntos relevantes para a sociedade foge a qualquer controle externo, como nesse caso: tentar impedir que blogs e sites tratem sobre o que fez e/ou deixou de fazer o Deputado José Riva do Mato Grosso só fez a informação correr mais rápido e a opinião pública se virar cada vez mais contra ele. Isso também experimentou o Senador (ex-presidente) José Sarnei e será assim nas próximas eleições.

Se fomos nós quem votamos e elegemos nossos representantes e se esses trabalham para o cidadão, num regime de representação direta, então é direto meu, nosso, de todos fiscalizarmos e denunciarmos seja o que for contra quem for, em todos os níveis, independente se a justiça já tenha se pronunciado, condenado ou absolvido. Isso vale para todos os níveis e os blogs, redes-sociais e fóruns têm a obrigação de fazer de sua pauta todo tema que considerar relevante para o país.

Podemos vender o Vaticano e alimentar o Mundo?

vaticano-vender A internet tem se provado um grande campo para a proliferação de todo tipo de assunto, debates e até piadas. Misturam-se temas sérios e brincadeiras – e uma mente pouco avisada pode acabar se confundindo de fato. O vídeo do momento é de uma americana chamada Sarah Silverman – que para mim parece uma comediante – e seu vídeo chama-se “Venda o Vaticano, alimente o mundo”. O que pode parecer uma excelente idéia, se não fosse idiota.

Nossa protagonista propõe uma coisa simples: vender o Vaticano por uma módica quantia de 500 bilhões de dólares (“o dólar é moeda falsa – americano já nem segura as calças”, como diria Tom Zé, mas…) e usar o dinheiro para construir casas e dar comida para os famintos. (veja o vídeo legendado abaixo)

Hoje o mundo conta, segundo informações das Nações Unidas por pesquisa realizada por sua agência FAO, com mais de 1 Bilhão de pessoas passando fome (ver notícia). Um número recorde e que só tende a crescer cada vez que avança mais a desigualdade social e o desinteresse das nações. O real problema da fome é a total falta de distribuição de renda (chamada de concentração de riquezas) e e má distribuição da produção.

É. Não basta vender o Vaticano. Se dividirmos 500 bilhões para 1 bilhão de pessoas, daria uma pequena fatia de 500 dólares para cada faminto gastar com o que quiser, mas resolveria o problema? Então vamos vender o Museu do Louvre, a Estátua da Liberdade e o Corcovado…

Não dá pra vender o mundo para matar a fome do mundo. Pois não é assim que resolveríamos o problema. Há produção de alimentos suficiente para toda a população. O que não há e vontade de que todos tenham acesso à comida. Então, melhor seria deixar de considerar alimento um bem de consumo e passar a considerar como uma “propriedade coletiva”, questão de segurança e sobrevivência da espécie.

Internet: A grande Praça Pública

O que sempre sonhou o homem moderno, observando o passado democrático grego e seus políticos-filósofos, foi termos um espaço de exercício dessa democracia de forma absoluta, refletida em nossa liberdade de expressão. A internet é um senário novo, totalmente diferente de tudo o que já tivemos em termos de mídia e de espaço para debates de idéias e proliferação de opiniões. E muitos políticos têm se aventurado nesse lugar (utópico, no sentido mais exato da palavra), mas aqui a praça é pública e as vozes se misturam, todos têm o mesmo direito e somos realmente iguais.

Tenho me deparado pelo micro-blog Twitter com várias figuras políticas de nosso país, que criam perfis, sites e blogs, com o objetivo de “aproximar-se” de seus eleitores. Mas o fato é que a internet não é um palanque e não funciona como as mídias tradicionais, onde o controle do dinheiro e o limite de espaço pode favorecer alguns poucos. Aqui não há marqueteiros, nem ternos ou sorrisos e não é possível oferecer vantagens para se ter a simpatia de ninguém.

Eu me deparei com o perfil do senhor Paulo Maluf (@paulosalimmaluf), casualmente, no Twitter mesmo, e o descobri com a seguinte mensagem de um outro usuário, o Vinícius Bruno, que é Jornalista Político (28 de setembro de 2009):

maluf-twitter

O perfil do Maluf é verdadeiro, não é fake. O que me chamou a atenção foi o fato de ele responder alguns mensagens que mandei direcionadas a ele. Isso é espaço democrático. Não dá pra fazer isso de um palanque ou pela TV, onde tudo é ensaiado e teatralizado para se ganhar votos. Não sou simpático ao Maluf e ele vai descobrir que fora de SP, há muita gente como eu.

Aqui, nessa praça pública é impossível proliferar discriminações ou segregar alguém. É na internet que somos realmente todos iguais, como se deveria ser numa praça pública, idealizada pelos nossas gregos e seus filósofos que podiam ir para os anfiteatros e debater com todos em pé de igualdade. Era ali que se provavam homens livres. Não há, na internet, negros, brancos, pardos, amarelos ou vermelhos; muito menos pobres e ricos. Não é possível o controle da mídia, nem as opiniões podem ser censuradas. Todas as vozes podem ser ouvidas igualmente.

Quem quiser seguir, meu perfil no Twitter é @hordones.

A Internet e nossa Liberdade de Expressão

internet-tendencias Sobre o Projeto de Lei da Câmara: PLC 141/2009 – Liberdade na Internet.
Votou-se no Senado hoje, 15 de setembro (2009), o texto final do PLC 141, chamado de mini-reforma Política, onde dentre vários temas o que mais chamou a atenção era a proposta dos relatores, e que veio da Câmara dos Deputados (federais), de restringir o uso da internet no debate político. O que se tentou fazer era regular e até proibir que se publicasse opinião ou debates em Blogs a até redes sociais – algo inviável e até impossível de se regular.

Ao contrario do que muitos pensam ou pode parecer sob alguns aspectos, a internet NÃO é uma terra sem leis, onde vigore uma anarquia total. Pense numa multidão, como em estádios de futebol: pode-se passar por anônimo ou desapercebido, mas não há anonimato e as ações de uma massa não anulam sua responsabilidade sobre seus próprios atos.

Alguém que mantém um blog ou um perfil em redes sociais, fóruns de debates e outros meios de interagir com outras pessoas pela internet, pode se ver no meio de uma multidão e acreditar que suas ações são minimizadas ou diluídas. Poucos são os sites/blogs ou perfis de redes sociais que têm grande destaque e atraem milhares de visitas e leitores, mas isso não anula a responsabilidade de quem quer que seja sobre o que publica ou debate e escreve.

Assim os nossos senadores perceberam que bastava manter as liberdades que nos são de direito constitucional e regular a internet da mesma forma. Sem proibir nada, basta exigir que se dê “nome aos bois” ou seja, é proibido o anonimato. Se você ou eu quisermos dar nossa opinião sobre o que quer que seja nas próximas eleições, dentro da internet, teremos que fazer às claras. Isso é algo que se pode regular, já que é possível rastrear a ação de qualquer pessoa comum na rede de computadores, mesmo que use perfis falsos (fake).

O texto aprovado tem a seguinte redação:

“É livre a manifestação de pensamento,  vedado o anonimato  durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores – internet, assegurado o direito de resposta.”

O texto final aprovado pelos senadores trata de outras questões mais amplas e até mais delicadas. Agora volta para a Câmara dos Deputados, de onde veio, para ser novamente votada e mexida (esperamos que não mexam em nossas liberdades) e precisa ir à sanção do Presidente Lula até o dia 2 de outubro (2009) para valer como regra para as eleições de 2010. O prazo é curto e se os deputados não cumprirem esse tempo, nada muda para a internet, como também não muda se for aprovada.

Acredito que esse texto sobre as liberdades da internet serve bem apenas para ilustrar e deixar claro que este é um país livre e que preza pelos direitos individuais, ao contrário do que temos visto em alguns países vizinhos, onde há um controle da imprensa e não há certos direitos individuais de livre pensamento e produção intelectual.

Para completar leia:

A Política, o Político e questões Morais e Éticas

etica-moral-politica Tenho saudades dos tempos que não vivi. Aquele tempo em que certas palavras tinham significados explícitos e ninguém questionava ou tinha dúvidas sobre a importância que certas coisas têm para a sociedade. Estamos numa era onde se perdeu o sentido óbvio de certas palavras e alguns têm a coragem de dizer que alguns temas são inviáveis, alguns dizem “Crise Moral”.

Observando a política aqui no Brasil, o que nos assusta é que é preciso, por força de lei – ou a tentativa disso – de determinar qual o caráter deve ter um homem público para exercer um mandato eletivo, mas alguns (muitos?) nem sabem mais qual o sentido de uma vida moral ou para que serve a Ética.

Acompanhando o debate dos Senadores desde o dia 09 de setembro (2009), sobre o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 141/2009url_icon , encontrei a proposta de emenda aditiva do Senador Pedro Simon que quer o seguinte texto (os grifos são meus):

O registro de candidatura será deferido aos candidatos que comprovem idoneidade moral e reputação ilibada. (NR)
[Art. 49 § 3º] – Para ler toda a proposta com a justificativa, clique aquiurl_icon .

O Senador Pedro Simon tem um blog e nele trata mais diretamente sobre sua proposta e dá alguns parâmetros e justificativas para sustentar seu texto e a importância de que se exija dos políticos de cargos eletivos coerência de vida: http://senadorpedrosimon.blogspot.com/. Diz ele mesmo:

“Minha emenda está fundamentada na Constituição. Com a introdução desse princípio na legislação eleitoral, a sociedade terá um instrumento legal para impedir as candidaturas oportunistas de pessoas que buscam o mandato para usufruir de foro especial e privilegiado.”

Os que são contra a proposta do Senador Pedro Simon – diga-se de passagem, é um dos raros que se enquadra nesse modelo – alegam que é uma proposta muito subjetiva e difícil de ser aplicada, dando muito poder a juízes, por exemplo, de primeira instância, a embargar candidaturas.

Por isso é que gosto e tenho saudades dos tempos que não vivi. Se meu avô me disser que devo ser um homem idôneo moralmente e não manchar a reputação de minha família, sei exatamente do que ele está falando e não vou questionar se isso é viável ou não, se existem pessoas assim ou se todos são assim. Hoje em dia o que me parece é que certas palavras perderam significado em alguns lugares ou nem mesmo existem para alguns dicionários.

Mas sendo mais direto: quero ver a lista dos senadores que votarem contra a proposta de emenda aditiva do Pedro Simon. Será que são homens e mulheres honrados, que conhecem a ética e a moral exigida de pessoas públicas? Seria um “tiro no pé” se alguns se posicionarem contra, até porque essa é uma matéria que será votada abertamente e vale muito a pena ver a transmissão pela TV.

Os Senadores prometeram se reunir e votar todas as propostas de emenda de reforma política do PLC 141/2009, que já teve o texto básico aprovado. Outras partes muito relevantes até querem regular o uso da internet, que pode mexer com nossas liberdades. Vamos acompanhar e ver o resultado. Só espero que os nossos políticos tenham tempo para, ao menos, aprender o significado de duas palavras para não errarem o passo.

Eduardo Suplicy e a coragem que não temos

suplicy-cartao-vermelho Enquanto assistimos ao longo e degradante espetáculo dos poderosos e coronéis de nossa política, que ocupam cargos eletivos a longas décadas, seja por imposição militar e falsa democracia ou se por ignorância de um povo que só é capaz de enxergar aquilo que as viseiras da mídia elitista consegue nos impor, quase nos perdemos em conseguir distinguir o que é correto. Já nos falta coragem até para querer entender o que se passa e nos rendemos, aceitamos a posição de espectadores do novo “pão e circo”.

No dia 25 de Agosto de 2009 (terça-feira) subiu à tribuna do senado federal o ilustre Eduardo Suplicy (PT-SP) com um lúcido propósito de firmemente defender a renúncia de presidente daquela casa, o Senador José Sarney. Usando de uma imagem simples e clara, deu o cartão vermelho ao seu colega, que já se mostra incapaz moralmente (há pelo menos 3 décadas) de continuar à frente do Senado. Mas o Senador Heráclito Fortes (DEM [PFL]-PI) quis interromper dizendo que o Suplicy não era sincero, pois deveria “dar cartão vermelho” ao presidente Lula.

Veja o vídeo:

Até quando a direita desse país, quase a Terra do Nunca ou o lugar dos contos de fadas, continuará tentando nos fazer de idiotas e massacrar nossa inteligência? Se homens públicos do porte do Eduardo Suplicy não podem mais se posicionar de forma veemente contra aquilo que já é notório – todo os crimes políticos cometidos pelo Senador Sarney e tantos outros que não cabe aqui citar nomes, mas esse já ilustra bem o problema que vivemos – se homens sério e honestos como Suplicy têm que “calar a boca” e não podem protestar, o que dirá de nós, reles civis.

Não há imprensa livre nesse país que já não esteja vendida aos interesses financeiros e políticos que a elite quer determinar. Somos obrigados a engolir a merda que eles nos querem fazer acreditar e ainda temos que pensar como eles nos querem impor.

Nunca ninguém viu o Senador Eduardo Suplicy tão exaltado. Tenho certeza de que sua reação tão forte e incisiva foi pelo fato de querem ter calado sua voz e desmoralizar seu discurso que era, naquele instante a voz de tantos brasileiros que não admitem que nada seja investigado contra o senador Sarney. Nào é possível aceitarmos que tudo sempre seja arquivado e que a mídia crie seus espetáculos semanais distorcendo a verdade.

“O espetáculo sobre os atos secretos já passou”, dirão os editores é preciso criar novos fatos (factóides) que mantenham o ritmo intenso da “novela”, pois há de se matar um “mocinho” por semana e um “vilão” tem que gerar o drama. A mídia fez do ato do Suplicy uma cena de canastrão, transformando o Heráclito Fortes naquele que tem a razão – “o Lula é muito pior, foi o culpado de tudo isso aqui no senado”, defendeu o Heráclito…

Será que o Lula é culpado de tudo? Mas bom mesmo é ver novela. Acreditamos que elas são um “retrato da vida real” e que nós somos a ficção. Lá tudo se resume entre segunda e sexta-feira, pois se assuntos demorarem mais que 5 dias para se resolverem e chegarem a um desfecho, o público perde o interesse. Assim cada semana temos uma novela nova. Queremos que tudo seja como saído do imaginário de um roteirista de novela, só que nesse caso, cabe ao editor do jornal esse papel. Nos esquecemos do que ficou na semana passada, porque já tem coisa nova no ar.

Foto: site UOL.

Protestos no Irã, Fora Sarney e as Redes Sociais [Twitter: #forasarney #iranelection]

Você não precisa entender sobre redes da internet, nem participar efetivamente delas para perceber a capacidade de mobilização que a rede mundial de computadores tem hoje. Seja para organizar grupos de amigos ou para trocar informações, hoje essa mídia tem até o poder de promover revoluções e mobilizar pessoas ao redor do mundo. Basta ver o caso das notícias sobre a Eleição no Irã ou os protestos pelo Brasil contra o Senador Sarney.

Se alguns privilegiam “atos secretos” e outros não dão crédito para a opinião pública (isso não é coisa apenas de deputado brasileiro), pensando que ditaduras e autoritarismo ainda são opção para modelo de governo, o grande público já tem mostrado que qualquer coisa é motivo para debates, mobilizações e enfrentamento.

twitter-icone Para aqueles que não estão familiarizados com o Twitter (como usar o twitter), uma rede-social destinada quase que exclusivamente para a troca rápida de informação e em tempo real e direto entre as pessoas (sem intermediários, editores ou modelos pré-definidos, padrões ou interesses), é com poucos caracteres, apenas 140 para formar um texto, que as pessoas dividem o conhecimento.

Para certos debates e assuntos, convencionou-se o uso de palavras-chave denominadas tecnicamente de “hashtags”, que são nada menos que palavras acrescidas do símbolo de sustenido “#”.

As Hashtags em maior evidência no momento são #iranelection e #forasarney.

Sobre o Irã, quem acompanha as redes de notícias convencionais, TV e jornais impressos, percebeu que poucas são as imagens dos conflitos e pouco se vê um jornalista falar do local sobre o que estão vendo lá. Isso se deve ao fato de que nenhum jornalista estrangeiro tem permissão para sair às ruas daquele país. O que vemos é o relato e imagens enviados pela população usando mensagens de celular (SMS), e-mails, blogs e redes-sociais como o Twitter ou o YouTube para divulgar o que estão vivendo. O que a mídia tem feito é apenas apurar os fatos.

Como aqui no Brasil somos livres (ou deveríamos ser) para tratar de política, a grande mobilização contra o Senador e ex-presidente da república José Sarney (Coronel do Maranhão, mas foi eleito senador pelo estado do Amapá – não entendi isso) está passando quase que exclusivamente pelo Twitter. Muitas cidades terão protestos e manifestações que foram organizados unicamente usando mensagens de texto simples e artigos em Blogs.

As mídias convencionais não são democráticas e impedem a participação das massas ou da classe mais intelectualizada ou que tem acesso à informação e/ou capacidade de questionar e filtrar a informação que vem dessas redes padrões, TV e impressos (mídias de massa). Não são democráticas não por culpa deles mesmos (alguns tem culpa, sim), mas pelo alto preço para se veicular conteúdo ali.

Já a internet e as redes-sociais, como temos hoje, permite que qualquer um publique, tenha suas idéias difundidas e lidas por terceiros e, se mais pessoas se sentirem motivadas podem espalhar isso, replicando à sua maneira – se for no Twitter será “retwitando” (RT). A isso chamamos de “viral”: algo que se espalha como um vírus pela internet, seja um vídeo, um texto ou uma idéia.

redes-sociais02

“Virais” e mobilizações por redes-sociais não se produz da noite para o dia, nem tem como se prever que algo vai “pegar” e mais gente terá o mesmo interesse. Isso é totalmente espontâneo e natural. Diferente, mais uma vez, das mídias convencionais onde apenas a vontade dos editores ou criadores da programação é que vigora e impõem isso às massas, na internet somos livre para sermos “nós mesmos” e podemos pensar sem intervenção externa (não diretamente).

Lemos o que queremos, clicamos nos links que queremos e vamos às páginas, artigos e vídeos que outros produziram.

É certo que é bem mais informação e é difícil filtrar o que realmente vale a pena, mas dessa vez temos as rédeas à mão. Aqui a Globo não pode eleger presidentes, nem omitir informações como no caso do Ministro (Coronel) Gilmar Mendes. Não há censura ou repressão nem controle externo e somos nós quem determinamos o que será notícia.

Ainda estamos aprendendo a usar essa nova ferramenta e o mundo agora parece bem maior que antes, mas as perspectivas são boas e mostra que estamos acertando mais que errando. A internet não tem fronteiras e nos faz pensar e acreditar que somos todos uma só Humanidade, sem língua, nação ou diferenças.

Mudanças na Poupança e a Desigualdade Social

contando-dinheiro Muito se especulou sobre quais seriam as mudanças que o Governo traria para a Poupança – principal fonte de investimentos dos brasileiros, como forma de guardar algum dinheiro sem os riscos especulativos financeiros. Mas pouca gente reparou qual é o tamanho do problema, quem nem está visível nas mudanças e que, de fato, não muda em nada a vida das pessoas comuns. Isto nos serviu para ver o tamanho da desigualdade social em que vivemos.

Assistindo ao Jornal Nacional, da rede Globo do dia 15 de Maio (2009), numa reportagem longa para explicar que as novas regras de tributação sobre a poupança não mudariam em nada a vida de ninguém (mais de 99% dos brasileiros tem menos de R$50.000,00 depositados na poupança), uma única frase da reportagem passou desapercebida da maioria e que é o grande problema.

Dizia a reportagem:

“Quem tem mais de R$ 50 mil na caderneta é a minoria: apenas 1%, mas detém 41% do total do saldo da caderneta.”

http://jornalnacional.globo.com/Telejornais/JN/0,,MUL1128237-10406,00-MUDANCAS+NA+POUPANCA+VALEM+PARA+DOS+POUPADORES.html

Será que sou só eu que percebi o tamanho do absurdo que vivemos? Imaginem só: se 1% dos brasileiros tem mais de 41% do saldo, do total de dinheiro depositado nas poupanças, isso significa que 1% dos brasileiros, tem mais da metade das riquezas financeiras do nosso país.

1% tem mais da metade do dinheiro que tem todo o resto.

Ainda na mesma reportagem pode-se ver que 56% tem no máximo R$100,00 guardados.

Enquanto alguns estavam preocupados se o governo, nos tomaria o pouco que nem temos, quem está “descabelando” de medo de mais impostos é o rico. Fez-se todo esse drama quando, na verdade o que o Governo está querendo fazer é tributar os mais ricos e aliviar os mais pobres. Será que isso é tão ruim assim?

O mais certo, penso eu, é que os ricos paguem mais impostos para que tenhamos um distribuição de renda mais sólida, real e onde o dinheiro do pobre possa compra sua tranquilidade.

Israel e seu ideal de Guerra

Diante dos fatos dos últimos dias, quero aproveitar e escrever, repercutindo o link que vi no blog do meu amigo Tiago (Estado Noético), sobre essa “guerra” promovida por Israel. Entre aspas, pois Guerra se faz quando as duas partes têm capacidades de atacar e defender-se de ataques – mesmo que com forças desiguais entre as partes e, especialmente, como se faz formalmente, declarando isso para o resto do mundo.

Israel é hoje, junto dos EUA, o mais poderoso exército terrorista do planeta. Chega a ser até mais poderoso tecnologicamente que seu aliado. Tem o exército mais bem treinado e equipado e, mesmo em número inferior, pode fazer mais estragos que todos os exércitos de países árabes juntos. Seu grande problema é o território muito pequeno a ser defendido.

Em 1948 foi criado, por decreto da ONU o Estado de Israel. Não vou entrar aqui em méritos históricos detalhados, mas o primeiro ato do recém criado país foi???

Todo país quando surge, pretende afirmar-se primeiramente por duas vias: a diplomática e a constitucional. A diplomática para conseguir que o máximo de outros países o reconheçam como independente e reconheça suas fronteiras como legais. A forma constitucional é garantir leis mínimas e fortes para que possam se afirmar enquanto nação.

Foi isso que Israel fez???

Não!

Eles fizeram uma guerra. Não tinha nem 24 horas de existência e começaram uma guerra. Aí está a raiz do problema: eles só sabem fazer guerra. Mas não a guerra convencional. Preferem atos terroristas e genocidas. Sim… um povo que sofreu tanto ao longo dos séculos, especialmente no XX, não aprendeu que genocídio é crime internacional; nem tão pouco aprendeu a respeitar o diferente.

Tiram o direito de uma outra nação existir culpando-a de terrorismo que eles, Israel, promovem.

Respeito os judeus, mas não posso respeitar um Estado terrorista como Israel.

Veja mais sobre as mentiras de Israel, publicado na Carta Maior:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15468&boletim_id=513&componente_id=8904

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