42. Pessoa de Cor.

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Posted on : 04-08-2008 | By : Marcos Lemos (@hordones) | In : Citações, Diversos, Música
Em vista dos Jogos Olímpicos em Pequim daqui alguns dias, gostaria de retomar um tema importante para a humanidade nesses tempos onde todos se vêem juntos em um mesmo evento e momento.

Vamos celebrar as glórias humanas e a grandeza de toda a humanidade em sua variada cultura e grande diversidade de fenótipos (difenrentes características físicas exteriores).
Pois é isso que somos: uma só família de uma mesma raça – A Raça Humana!

Nesse blog mesmo já comentei sobre isso:
http://lemosideias.blogspot.com/2007/11/raa-humana.html

E aí, vi mais outro relacionado e muito divertido, que coloco abaixo.
http://www.youtube.com/watch?v=gC48cVVmUog

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40. Vocação dos Leigos no Mundo.

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Posted on : 12-07-2008 | By : Marcos Lemos (@hordones) | In : Citações, Comentários Teológicos, Documentos da Igreja, Família
[pequeno comentário da Exortação Apostólica CHRISTIFIDELES LAICI, de João Paulo II. Apenas para motivar o ineteresse pela leitura do texto na íntegra.]

Continuando o artigo anterior, que fala um pouco das escolhas que fazemos ou preferimos, gostaria de citar e comentar um pequeno trecho que achei na supra-citada exortação onde trata do lugar do leigo na vida e missão da Igreja no mundo.

Como no texto anterior eu tratei das dificuldades, continuo nessa linha aqui. Não quero que ninguém se engane em pesnsar que estar no caminho seja coisa simples e facil. Grandes são os desafios e, talvés, o maior deles seja qual o nosso lugar no mundo como testemunhas da fé em Jesus Cristo.

Vejamos:
“(…) Os fiéis leigos não tem estado isentos de dificuldades e de perigos.”
Citarei e comentarei por partes um pequeno trecho do parágrafo 2, tema que é aprofundado no documento do Papa nos parágrafos 16, 17, 23, 24, 33, 35, 36, 37, 51 e 52 especialmente. Estas partes tratam mais especificamente sobre os desafios enfrentados principalmente pelas famílias.

“Em especial podem recordar-se duas tentações, de que nem sempre souberam desviar-se:”

1) “a tentação de mostrar um exclusivo interesse pelos serviços e tarefas eclesiais, por forma a chegarem frequentemente a uma prática abdicação das suas responsabilidades específicas no mundo profissional, social, económico, cultural e político;”
Esse é um grande perigo. Os leigos têm de viver inserido na sociedade e no mundo como luzes a brilhar o evangelho ao mundo. Não podem se esconder de sua responsabilidade de testemunhar Jesus no trabalho, nos estudos e na vida social, inseridos totalmente na realidade humana, sem fugir da responsabilidade de viver cristãmente.
As tarefas e serviços na Igreja são fonte para fortalecer a vida e ajudar a guiar-nos no caminho de Cristo, sem nos deixar perder pelas tentações do mundo, mas não podemos, em momento algum negar a responsabilidade de estar no mundo.

2) “e a tentação de legitimar a indevida separação entre a fé e a vida, entre a aceitação do Evangelho e a ação concreta nas mais variadas realidades temporais e terrenas.”
Transformar a realidade à nossa volta nos moldes cristãos, segundo o ensinamento do Evangelho de Jesus. Não podemos aceitar que a fé e a vida andem separadas. Aquilo que cremos tem que ser aquilo que vivemos e praticamos. A fé tem que ser modelo de vida e a vida tem que refletir a fé que professamos.

Vale a pena a leitura de todo o documento e entender os caminhos do Evangelho na vida cotidiana. Devemos ser luz no mundo.

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Exortação Apostólica CHRISTIFIDELES LAICI – João Paulo II (na íntegra e em português).

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39. Ter pra não Ser.

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Posted on : 08-07-2008 | By : Marcos Lemos (@hordones) | In : Citações, Comentários Bíblicos
[Eu poderia começar este artigo falando assim: "Diante dos desafios desse mundo para a vida cristã..." - Mas ficaria parecendo que estou reclamando do mundo em que vivo.]

Desafios há para todos, seja qual for a vida que queira viver ou ideais que escolha para pautar seu caminho. Desafio mesmo é ser cristão em qualquer lugar, seja onde for. Aquele modelo, Jesus Cristo, é um ideal árduo de se seguir e, viver em clausura, isolado do resto e das tentações não é uma opção possível (não pra todos – e nem estou dizendo que seja fácil também, não!).

É que, pra viver nesse mundo, temos que “viver no mundo”.

Temos que trabalhar, estudar, ganhar dinheiro, divertir… trabalhar mais… tentar ganhar mais dinheiro… sustentar um padrão de vida – quase novela das 8 – e trabalhar mais um pouco. E, claro, é preciso mencionar a escassez de tempo (quem não reclama da falta de tempo?!?). Daí, tempo é dinheiro. Só não sei onde tem pra vender esse tal de tempo: muita gente gostaria de comprar umas horinhas a mais por semana – uns pra trabalhar mais e ganhar mais dinheiro pra comprar mais “tempo”; outros só pra ter um pouco mais e continuar reclamando que ainda falta (difícil agradar a todos!).

Partindo dessa lógica poderíamos até entender porque alguns não têm “tempo pra Deus”. E não falo só de ir à igreja – como se isso significasse “ter tempo pra Deus”. Mas falta tempo até pra ser o que julgamos ou dizemos que somos. Não dá pra ser cristão o tempo todo (quase hora nenhuma), que dirá ser alguém.

Aí encontrei na minha bíblia (tem na bíblia dos outros também) uma conversa de Jesus com um sujeito sem nome que começa da seguinte maneira:

Mt 19,16-22
“Alguém aproximou-se de Jesus e disse: ‘Mestre, o que tenho que fazer de bom pra ter a vida eterna?’”

Como todos conhecem esse trecho (eu acho!?!), vou tratar do que sei que ninguém repara ao ler.

O escritor desse evangelho começa dizendo que um qualquer, alguém indefinido, sem identidade conhecida, alguém sem importância ou relevância suficiente para a narrativa, aproximou-se de Jesus para falar. Isso é bem significativo se pensarmos em quantos já se aproximaram de Jesus e quantos são relevantes e quantos são ignorados. Mas tenho certeza que não foi Jesus quem o ignorou.

Continua: esse tal quer saber como faz pra TER a vida eterna. Basta uma resposta simples e objetiva de Jesus para ele ficar satisfeito. Quer uma receita pronta, um produto pra comprar e levar pra casa com manual de instrução simples de ler e sem complicação pra montar. Nada que tome muito tempo ou que envolva muito compromisso.

Parece com o que temos hoje em dia com as quase mercadorias religiosas. Religião é um tipo de supermercado das alegrias fáceis e da total falta de compromisso: levo o que digo que convém, Deus que se adapte às minhas necessidades. Tem gosto pra tudo, e tudo pra todo gosto; religiosidade de todo tipo e preferência; claro, sempre sem precisar se comprometer com nada e sem tomar o seu precioso tempo que ainda não está à venda no mercado!

O que poucos sabem é que não dá pra TER a vida eterna; não é mercadoria.
[agora fiquei na dúvida se eu precisava mesmo ter escrito isso aí!?! não é óbvio? - vai saber! Pra garantir, escrevo assim mesmo.]

Pra quem quer TER, possuir a vida eterna como um bem de consumo qualquer para pessoas quaisquer, a resposta de Jesus não poderia ser noutro tom:

“Se você quer SER perfeito [bom], vai, vende tudo o que você TEM, distribui o dinheiro pros pobres, e assim poderá TER um tesouro no Céu. Depois [só depois] vem e segue-me.” (vv. 21)

Esse Jesus não está preocupado com o “ter”, mas com o SER. Importa ser alguém. Esse que começou falando com Jesus chegou como um qualquer, como “alguém” dentre muitos. Na narrativa ele não É (do verbo “ser”) relevante, pois valoriza os bens mais que sua própria identidade – quer apenas possuir.

Jesus, ao contrário, quer as pessoas inteiras, com identidade, que saibam o que SÃO (do verbo “ser”) que têm identidade.
Mas, o final da história é triste. Esse tal não entendeu, foi embora sem abandonar seu apego ao “ter”:
“… o jovem foi embora cheio de tristeza, pois possuía ["possuir" e "ter" dá na mesma] muitos bens.” (vv. 22)
Ele preferiu continuar sem identidade.

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[O próximo artigo será continuidade desse e um comentário de um trecho da Exortação Apostólica CHRISTIFIDELES LAICI de João Paulo II, exatamente sobre os desafios de ser cristão no mundo de hoje.]

37. Uma só Igreja. Uma só…

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Posted on : 30-06-2008 | By : Marcos Lemos (@hordones) | In : Citações, Comentários Bíblicos, Documentos da Igreja

Apropriado terminar o mês de junho com algumas recomendações de leitura. Esse é o mês em que celebra-se a festa de São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja. E, foram estes homens que deram a vida para garantir que o anúncio do Evangelho de Jesus não fosse esquecido. Cada um a seu modo, mas com os mesmos objetivos: propagar a palavra do Reino.

Mt 16,13-19 – “Feliz és tu, Simão…”

- A primazia de Pedro!

Não há como desprezar isso: Pedro foi o primeiro lider dos cristãos; o primeiro Papa. Basta ver como Jesus relacionou-se com ele.

1) Mt 16, 18: “Por isso [pela tua fé] que te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja.” = Foi da vontade de Jesus construir a Igreja e colocar à frente dela 12 homens e, dentre os 12, escolheu Pedro para garantir a unidade dos irmãos e confimá-los na fé (cf. Lc 22,32: “Mas eu rezei por ti, para que a tua fé não falhe. E tu, uma vez convertido, fortalece teus irmãos.”).

2) Lc 5, 3: “[Jesus] Subindo num dos barcos, o de Simão [Pedro], (…) sentando-se ensinava do barco à multidão.” = Este é um texto bastante simbólico. Jesus quis pregar, mas do barco de Pedro, de lá ensinava à multidão. Ainda é assim: Jesus ensina do barco de Pedro pelos seus sucessores. É importante garantir a sucessão apostólica para termos segurança na fé que recebemos e professamos. Quem não está no barco de Pedro, não está como Jesus.

3) Jo 21, 11: “Simão Pedro subiu ao barco e arrastou para a terra a rede, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, a rede não se rompeu.” = A rede de Pedro não pode ser rompida. Ela garante a unidade, para formarmos um só corpo, como Jesus mesmo desejou:

“A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” [ João 17:21 ]

É Pedro quem garante a pesca e de seu barco vem o milagre de uma rede cheia.

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Algumas leituras recomendadas sobre o tema da unidade:

- LUMEN GENTIUM sobre a Igreja. – Concílio Vaticano II.

- Doutrina sobre a Igreja – Congregação para Doutrina da Fé.
- DOMINUS IESUS – sobre a unicidade e a universalidade salvífica de Jesus e da Igreja.
- UNITATIS REDINTEGRATIO sobre o ecumenismo. – Vaticano II.
- NOSTRA AETATE sobre a Igreja e as religiões não-cristãs. – Vaticano II.

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36. Igreja e Bioética.

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Posted on : 27-06-2008 | By : Marcos Lemos (@hordones) | In : Citações, Comentários Teológicos, Documentos da Igreja
[Mais sobre esse assunto, leia o artigo 24. Pesquisas e a vida humana, também neste blog.
Basta clicar no título ou procurar no índice este e outros temas.]

Verificando o site da CNBB (http://www.cnbb.org.br/) descobri um link bem interessante. Eles selecionaram alguns textos e comentários sobre o tema da vida e bioética. Vale a pena conferir os textos e selecionar o que considerar interessante ler e aprender.

Tratam de temas como a eutanásia, o aborto em suas mais variadas formas e justificativas, células tronco e outros temas relevantes à vida humana e sua manipulação pela ciência e as implicaçãos disso.
Não são todos textos oficiais, mas a posição de muitos pensadores, cientistas e também teólogos.

Indicam primeiro a leitura de dois textos oficiais da Igreja.
- A carta encíclica de João Paulo II – EVANGELIUM VITAE – sobre o valor e a inviolabilidade da via humana.
http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031995_evangelium-vitae_po.html

Esse é um documento que deve ser lido na íntegra. Tem passagens e ensinamentos maravilhosos:

“O Evangelho do amor de Deus pelo homem, o Evangelho da dignidade da pessoa e o Evangelho da vida são um único e indivisível Evangelho.”
E, citando o Concilio Vaticano II:
“« Tudo quanto se opõe à vida, como seja toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas para violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, como as condições de vida infra-humanas, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comércio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho, em que os operários são tratados como meros instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis. Todas estas coisas e outras semelhantes são infamantes; ao mesmo tempo que corrompem a civilização humana, desonram mais aqueles que assim procedem, do que os que padecem injustamente; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador »”

- O outro documentos que citam é da Congregação para Doutrina da Fé – Instrução sobre o respeito à vida humana nascente:
http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19870222_respect-for-human-life_po.html

Serve bem como um direcionamento para entender a linha de pensamento da Igreja.

- Para o site da CNBB direto aos demais textos clique: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=pagina&chaveid=236

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35. DEUS CARITAS EST – Amor!

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Posted on : 25-06-2008 | By : Marcos Lemos (@hordones) | In : Citações, Comentários Bíblicos, Comentários Teológicos, Documentos da Igreja, Família

Cremos num Deus que é amor.

Podemos ler e reler a bíblia, mas algumas vezes nosso entendimento só se abre de fato quando alguém mais ilustrado nos dá o caminho a seguir.

Lemos assim em 1Jo 4,16:
“Nós conhecemos e cremos no amor que Deus
tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece
no amor permanece em Deus e Deus nele.”

Veja como Bento XVI explica isso:
“Nós cremos no amor de Deus — deste modo pode o cristão exprimir a opção fundamental da sua vida.”

Lembro até um pouco da carta de Paulo aos Coríntios que começa com um elogio dizendo que eles têm todos os Dons que vêem de Deus. Notem bem, TODOS os dons:
“Assim, enquanto esperam a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo,
não vos falta dom algum.” (1Cor 1,7)

Mas, mais pra frente achamos isso: Paulo vai tratar sobre a diversidade de Dons (carismas), ensinando aquela comunidade que já possuia todos os dons a usar bem a graça de Deus em favor de todos e como devem formar um único corpo, viver em unidade (cf. 1Cor 12).
Terminando o capítulo 12, no versículo 31 lemos o seguinte:
“Aspirai aos dons mais elevados.
E, agora, ainda vou indicar-vos o caminho mais excelente de todos.”

E começa o capítulo 13 falando do amor cristão. É o amor (“agape”) que transmite o dom recebido. Sem isso não é possível identificar-se como cristão e seríamos como sinos que só fazem barulho (cf. vv. 1).
A verdade é que, para Paulo, não bastava ter todos os dons, importava mesmo viver a radicalidade do amor, imitando Jesus. Pra entender, basta ler Jo 3,16:
“Deus amou o mundo de tal modo que deu seu filho único,
para que todo o que nele crer não morra,
mas tenha a vida eterna.”

E podemos completar voltando a 1Jo 4,10:
“Nisto consiste o amor: não em termos nós amado Deus,
mas em Deus nos amar primeiro enviando o seu filho (…).”

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Aqui deixo então duas sugestões de leitura. A primeira é a carta Encíclica do Bento XVI – DEUS CARITAS EST. Com ela podemos aprender mais sobre o amor cristão. É uma boa fonte de estudo para as famílias, especialmente os casais. Podem aprender muito sobre o modelo de santidade e vivência desse amor conjugal também.
http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20051225_deus-caritas-est_po.html

A outra dica é ler a carta de Paulo a Filêmon. Pra isso tem que abrir a sua bíblia e procurar.
É a menor carta de São Paulo, mas é a mais profunda sobre como deve ser praticado o amor ensinado por Jesus. Você terá grandes supresas. Prometo que em breve publico aqui um comentário sobre essa carta.

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34. Mt 10,26-33 – Podem matar o corpo.

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Posted on : 23-06-2008 | By : Marcos Lemos (@hordones) | In : Citações, Comentários Bíblicos

“Não tenhais medo dos homens…”
“Não tenhais medo daqueles que matam o corpo…”
“Não tenhais medo!”
[Mt 10,26.28.31]

No Evangelho desse domingo, 12o. Comum da Liturgia, Jesus repete por três vezes para não terem medo os seus discípulos. NÃO TENHAM MEDO!
Quem segue Jesus não pode ter medo.
- Primeiro ele diz de forma genérica para não temer os homens. Toda verdade é sempre revelada e a mentira é descoberta. Suas palavras devem ser proclamadas de cima dos telhados (vv.27).
- Depois ele repete o mesmo conselho, mas dessa vez direcionando: não temer quem persegue os que proclamam a verdade. Aqueles só podem matar o corpo, não matam a alma. Lembra bem o que temos em Mt 16,25:
“Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la;
e quem perder a sua vida por causa de mim, a encontrará.”
- E, pela terceira vez, fala para não ter medo. Mas agora Jesus é enfático e imperativo. Não podemos ter medo de nada.

Podemos dizer: Não ter medo é um imperativo ético para todo cristão.

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Não ter medo de nada!

Coragem é uma boa palavra de procurarmos na boca de Jesus, e seu uso nos evangelhos, veja:
- Mt 9,2 – “Jesus disse ao paralítico: «Coragem, filho! Teus pecados estão perdoados»”
- Mt 9,22 – “ao vê-la, disse: «Coragem, filha! Sua fé curou você.»”
- Mt 14,27 – “porém, logo lhes disse: «Coragem! Sou eu. Não tenham medo.»”
- Mc 6,50 – “Mas Jesus logo falou: «Coragem! Sou eu, não tenham medo!»”
- Mc 10,49 – chamaram o cego e disseram: «Coragem, levante-se, porque Jesus te chama!»”
- Jo 16,33 – “(…) terão aflições, mas tenham coragem; eu venci o mundo.”

E ter medo, para Jesus, é não ter coragem para assumí-lo como seu Senhor e Deus;
e declarar-se assim de cima dos telhados; TESTEMUNHAR sempre! (Mt 10, 32s)

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Defendendo a Vida!

Como exemplo de coragem, coloco aqui o link de uma resportagem que mostra a força e a luta de três bispos no Norte e Nordeste do Brasil. Um é o arcebispo dom Mauro Aparecido dos Santos, que defende os pobres sem-terra contra os latinfundiários donos de terras infindas. Outro é dom José Luiz Azcona que também faz as mesmas denúncias e enfatiza: “há uma sociedade doente, pobre e moribunda”. E ainda o bispo Flavio Giovenale, que denunciou a exploraçào sexual de menores.
Segue a reposrtagem toda: Bispos marcados para morrer.

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