Resenha do filme "O livro de Eli" – Disputa entre o conhecimento e o poder

O-Livro-de-Eli-filme “Não é um livro, é uma arma!”
Fui ao cinema para assistir um filme de ação, desses de “matar e morrer”, com tiros explosões, vilão e mocinho. Bem ao estilo “holiudiano”. Não foi bem o que encontrei no filme “O livro de Eli” (The Book of Eli), que tem tudo isso, mas há um assunto implícito, mascarado de tema religioso, e que nos leva a refletir sobre o poder de quem detém o conhecimento e como esse conhecimento pode ser usado.

A trama é exagerada, rodada num mundo pós apocalipse em que apenas uma pequena parte da população sobreviveu. Passados 30 anos da tragédia, poucos foram os sobreviventes que viveram no mundo pré-evento. Ouvimos ao longo da narrativa que a guerra foi gerada por culpa de um “Livro” ou do que ele é capaz de produzir nos homens. Assim, a humanidade destruiu todos os “Livros” para que não restasse nem um.

Logo de cara somos apresentados ao personagem principal, vivido por Denzel Washington, um andarilho solitário com grandes habilidades de luta e sobrevivência. Seu antagonista (vivido por Gary Oldman) é o “prefeito” de uma cidade – ou do que restou de uma – e está à procura de livros, qualquer livro. Descobrimos e percebemos sem mistérios que está em busca de algo especial e que nosso mocinho o tem em mãos, lê todos os dias a quase 30 anos e o quer levar para o Oeste – sonhando encontrar um lugar para entregar O Livro.

Enfim: o tal livro é a Bíblia, um último exemplar sobrevivente. Tê-la pode garantir poder, por sua capacidade de mobilizar e resgatar o que faltava na humanidade naquele momento: Fé. Alguns poderão assistir e entender isso apenas como uma “mensagem religiosa subliminar” para querer convencer-nos de que a Bíblia é o livro da salvação da humanidade. Mas no filme, pude perceber algo mais: a tal última bíblia, é apenas um símbolo do conhecimento humano que foi perdido com o evento apocalíptico.

O fim da humanidade está mais ligado ao fim da produção de conhecimento e sua propagação, do que a guerras e catástrofes. Resgatar o conhecimento e a história da humanidade é dar rumos e apresentar possibilidades que foram perdidas e reconstruir o mundo. Fica a dia para um filme que não passará de diversão, mas que nos ajuda a pensar um pouco no valor do conhecimento que ninguém nem nada pode nos tirar.

14 thoughts on “Resenha do filme "O livro de Eli" – Disputa entre o conhecimento e o poder

  1. Este filme só pela ação acho que vale a pena assistir e até filmes que são bons passam de forma indireta as mensagens por isso poucas pessoas entendem coisa que acontece na musica…

  2. Oi Lemos,

    Antes de eu assistir a esse filme ouvi uma ridícula resenha do Rubens Ewald no rádio. Ele dizia que esse filme, "à semelhança do último filme da Sandra Bullock e seguindo a tendência iniciada por Mel Gibson", tem temática evangélica.

    Já suspeitando que se tratava de mais uma bobagem do Galvão Bueno do cinema, assisti ao filme. Além de demonstrar que não conhece nada de Novo Testamento (que o Mel Gibson ofende com tantas imprecisões no filme "A Paixão de Cristo"), ele ficou na interpretação mais superficial possível. Vai ver que ele também acha que Jesus falou "faça por onde que eu te ajudarei"…rs

    Minha compreensão do filme foi bem parecida com a sua. Mas há várias camadas de mensagens subliminares e isso meio que foge ao escopo de um comentário.

    Mas a noção de que o filme defende a sacralidade e o poder da Bíblia é a camada mais superficial, colocada ali para que as mais profundas não fossem percebidas.

    Como filme de ação é até legal, mas como objeto de estudo de propaganda e mensagens subliminares é formidável e, assim como tem acontecido com os grandes blockbusters, tem muita linguagem hipnótica e muito condicionamento.

    Os filmes em 3D têm trazido mensagens com técnicas quase indetectáveis e é por isso que agora vamos ter televisões em 3D dentro de casa: para sermos melhor programados.

    E viva o futuro sem o conhecimento!

  3. Eu entendi que o filme nos alerta como cristão ,que a biblia, quem estuda e medita tem poder. E esse poder pode ser usado para o bem ou mal, ou ela transforma vidas para bem de cada pessoa e até nação ou faz com que os homens comercializem escravizando as pessoas.

  4. Não esta nada implicito, até porque hoje em dia é tudo explicito !
    E com toda a certeza, o filme é ótimo vale a pena assistir, fazer um estudo sobre ele, pois a humanidade nao esta longe disso …

  5. O filme relata o poder do conhecimento.
    Nos dias atuais ( mesmo antes de uma possivel guerra ), as pessoas querem facilidade, não se preocupam com o ambiente em que vivem, onde o desperdício é geral…
    Outro ponto importante é a memória, pois sem conhecimento, o entendimento do livro se tornam apenas palavras sem sentido , não tem como guardar na memória e principalmente passar adiante o que não se entende.
    Para quem gosta de ler Fahrenheit 451 é muito bom.

  6. Assisti ao filme “O LIVRO DE ELI” e só posso lamentar um roteiro tão equivocado. Quando expõe a Bíblia Sagrada sem nenhuma profundidade, e mais, critíca não só a Bíblia como, também, a fé cristã, onde o filme apresenta um “cristão” sem nenhum esclarecimento das verdades Bíblicas e conduzido por uma voz que, em momento algum, o roteirista enfatiza ser a voz de Deus… ele só diz que ouviu uma voz… e mais nada. Nota zero para o roteiro e para a intenção do filme que é só de confundir mais as pessoas.

  7. o que eu achei mais engraçado no filme foram os erros:

    – um mundo pós-apocaliptico, onde não existe a base da sobrevivência: os vegetais!

    sim pq os os vegetais forma a base da cadeia alimentar, sem os quais não teríamos os animais herbívoros, e assim tb não teríamos os animais carnívoros… e sem animais e vegetais… onde é que o homem iria sobreviver? mesmo sendo onívoro?

    – se tudo foi destruído, como é que após 30 anos ainda exista combustível???

    – para qq um que já teve em mãos algum livro escrito em braile, sabe bem que ele é bem maior, mas bem maior mesmo, que um livro comum… desta forma, seria IMPOSSÍVEL ter uma bíblia inteira, em braile, e ela ser somente daquele tamanho (se vcs notarem no final do filme o sr. arquiva o uma bíblia impressa do mesmo tamanho)

    mas existe uma frase bem dita no filme:

    ‘NÃO É UM LIVRO QUALQUER, É UMA ARMA, APONTADA DIRETAMENTE PARA OS CORAÇÕES E MENTES DOS FRACOS E DESESPERADOS! VAI NOS DAR CONTROLE SOBRE ELES!”

  8. esse filme é otimo , passa uma otima mensagem . Quando o vi até dei uma mudada na forma de pensar , vale a pena assistir INDICO A TODOS

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