Nesse tempo de eleições é que percebemos como os políticos tendem a nos tratar como ignorantes. Pior ainda são aqueles que se deixam manipular, não questionam as informações recebidas e ainda as repassam como uma verdade a ser defendida. O e-mail do momento é uma série de imagens comparando o “currículo”, o suposto histórico de vida dos candidatos à presidência de 2010, onde dou destaque ao que é falado sobre José Serra (PSDB) e Dilma (PT).
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Não precisa ser nenhum gênio para perceber a tendência em defender a candidatura do Serra e denegrir a imagem da Dilma. Antes que alguém diga que estou “lulista”, “petista” ou “esquerdista”: estou defendendo o bom-senso e a inteligência. Minha preocupação é com nossa capacidade de perceber quando estão querendo manipular nosso entendimento da realidade.
Vamos a um exemplo do quadro ao lado: A primeira comparação é a origem “humilde” de Serra e a origem “burguesa” da Dilma. Realmente o Serra parece ter tido um passado mais sofrido e pobre (classe média), mas se isso é elogio agora, por que não foi quanto à origem pobre e miserável do Lula?. Se usarmos a mesma comparação como qualificador de um candidato, a Marina Silva (PV), se destaca muito mais e sua origem realmente humilde e sofrida é bem mais parecida com a da maioria dos brasileiros.
Infelizmente esse é o modelo de debate político no Brasil. Debatemos não projetos e ideais, nem comparamos idéias, planos para o futuro ou realizações a longo prazo. Nem precisa ser uma conversa de boteco para ouvirmos as mesmas bestas comparações desse quadro. Esse mesmo modelo está diluído nos jornais e revistas e vamos bebendo dessas doses homeopáticas de ignorância e manipulação.
É relevante comparar os currículos? Seguramente é, uma vez que estamos escolhendo um PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Suas atribuições dependem sim de experiência, além do conhecimento dos mecanismos para governar (o que não é simples num país tão burocrático), boa intuição para levar o país a um melhor caminho (qualquer grande líder tem que ter intuição fora do comum e é ponto alto no Presidente Lula, mas não do PT e o Lula sabe disso) e saber se comunicar com a população (infelizmente, o maior pecado do Presidente FHC, pois seus feitos foram daqueles raríssimos que perduram por décadas, muito mal interpretados pela população).
Boa parte destas características somente são adquiridas com experiência: seguramente você prefere que um filho seu seja operado por um neuro-cirurgião notoriamente experimentado e bem indicado do que outro com ótimas idéias de novas técnicas, às vezes até bem intencionado, mas sem uma fundamentação comprovada. Aqui me refiro ao receio das idéias comprovadamente antiquadas e mal sucedidas durante todo o século XX do comunismo, que muitos no PT, inclusive a Dilma e aqueles que de fato governarão em seu eventual governo, defendem. O mensalão e uso da máquina pública para quebra de sigilos com o fim de eliminar adversários (que poderiam muito bem migrar para intenções de prisões ou mesmo fuzilamentos dos adversários, vide Cuba, Coréia do Norte e China) são claros sinais do alinhamento do PT com tais ideais.
Recado para os alienados manipulados: Parem de assistir Jornal Nacional e le a VEja! Quem sabe, assim, vcs entendam a policita brasilieira!
os fins não justificam os meios
Muitas pessoas dizem que o Lula e analfabeto, olha o Brasil hoje no final do mandato dele
como esta melhor e quantos estudados ja foram presidentes e nunca fez nada, so o analfabeto consseguiu levantar o Brasa.
O pior é que estes curriculos são verdadeiros. Tem o ponto de vista de quem os escreveu mas não tem mentira. Alienados por alienados os comunistas também são. Só muda o jornal e os livros que lêem. PT tem sorte e marketing competente. Este ultimo foi lição aprendida nas derrotas eleitorais. Já a sorte não se sabe até quando vão ter. A maior sacanagem é cuspir no presente economico que receberam do FHC se achando os salvadores da economia. E pelo outro lado, pior ainda é a oposição atual que não consegue nem aprender com as derrotas. Ainda bem a Marina está se formando como líder de um novo jeito de fazer política.