O que sempre sonhou o homem moderno, observando o passado democrático grego e seus políticos-filósofos, foi termos um espaço de exercício dessa democracia de forma absoluta, refletida em nossa liberdade de expressão. A internet é um senário novo, totalmente diferente de tudo o que já tivemos em termos de mídia e de espaço para debates de idéias e proliferação de opiniões. E muitos políticos têm se aventurado nesse lugar (utópico, no sentido mais exato da palavra), mas aqui a praça é pública e as vozes se misturam, todos têm o mesmo direito e somos realmente iguais.

Tenho me deparado pelo micro-blog Twitter com várias figuras políticas de nosso país, que criam perfis, sites e blogs, com o objetivo de “aproximar-se” de seus eleitores. Mas o fato é que a internet não é um palanque e não funciona como as mídias tradicionais, onde o controle do dinheiro e o limite de espaço pode favorecer alguns poucos. Aqui não há marqueteiros, nem ternos ou sorrisos e não é possível oferecer vantagens para se ter a simpatia de ninguém.

Eu me deparei com o perfil do senhor Paulo Maluf (@paulosalimmaluf), casualmente, no Twitter mesmo, e o descobri com a seguinte mensagem de um outro usuário, o Vinícius Bruno, que é Jornalista Político (28 de setembro de 2009):

maluf-twitter

O perfil do Maluf é verdadeiro, não é fake. O que me chamou a atenção foi o fato de ele responder alguns mensagens que mandei direcionadas a ele. Isso é espaço democrático. Não dá pra fazer isso de um palanque ou pela TV, onde tudo é ensaiado e teatralizado para se ganhar votos. Não sou simpático ao Maluf e ele vai descobrir que fora de SP, há muita gente como eu.

Aqui, nessa praça pública é impossível proliferar discriminações ou segregar alguém. É na internet que somos realmente todos iguais, como se deveria ser numa praça pública, idealizada pelos nossas gregos e seus filósofos que podiam ir para os anfiteatros e debater com todos em pé de igualdade. Era ali que se provavam homens livres. Não há, na internet, negros, brancos, pardos, amarelos ou vermelhos; muito menos pobres e ricos. Não é possível o controle da mídia, nem as opiniões podem ser censuradas. Todas as vozes podem ser ouvidas igualmente.

Quem quiser seguir, meu perfil no Twitter é @hordones.

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