E o fim de mais uma olimpíada.
O lema nunca foi tão apropriado para um evento como esse: “Mais longe, mais alto, mais forte”. Demonstra e sonha que o homem não tenha limites e não se acanhe diante do que for chamdo “impossível”. Até porque provamos sempre que não há nada impossível, quando muito, improvável.
Improvável seria ver um homem correr 100 mestros em apenas 9,69 segundos, fazendo parecer fácil como brincar de pega-pega. Bater no peito e opontar pro céu como que dizendo “eu posso”, e por fim, passar a linha de chegada.
Ou mesmo ver uma mulher superando os 5,05 metros no salto com vara e sorrir antes mesmo de começar a cair rumo aos gritos enlouqucidos da multidão que ficou sem ar diante do feito único.
Os físicos terão que rever suas fórmulas sobre a resistência da água. Esta parece submeter-se aos caprichos do humano que superou todos os limites e humilhou as leis da física. Como desrespitam tais leis também os jogadores de basquete e volei.
Ficou evidente a força das mulheres para o esporte no Brasil. Nem preciso mencionar o futebol feminino: que show! Aquilo sim é jogar bola, é fazer bonito – isso sem precisar ganhar milhões de dólares.
O símbolo é o mais importante. Começa os jogos e cada delegação de país entra com suas cores, bandeiras e atletas. Com o passar dos dias dos jogos, esses vão se misturando; hospedam-se nos mesmos lugares; comem da mesma comida; dividem os mesmo locais de treinamentos e tentam falar alguma língua que se faça entender. Depois, quando tudo termina são uma única nação. Na celebração de encerramento, entram as bandeiras, mas os atletas não acompanham a de sua origem, mas chegam todos juntos, pois já não importa a nacionalidade, mas a fraternidade que ficou evidente.

